PORTO VELHO – Minicontos minimalistas, numa linguagem simples e fluente, onde autor revela-se um exímio contador de histórias. É como se ele convidasse o leitor para um bate-papo descontraído na mesa de um boteco. São contos curtos, com personagens divertidos e com final quase sempre hilário, surpreendente. Diversão garantida!

Numa linguagem simples e direta, o autor narra, em forma de minicontos e crônicas, histórias que viveu, presenciou, ouviu contar ou que lhe foram criadas nas asas de sua própria e fértil imaginação. Cria sempre um clima de suspense nas entrelinhas para um desfecho inesperado, quase sempre revestido de picardia e bom humor.

Outras vezes, entretanto, seus desfechos são sério ou mesmo trágicos, como as surpresas imprevisíveis da vida. São contos  minimalistas,  com narrativas despretensiosas,  mas que prendem o leitor do princípio ao fim, numa expectativa sempre crescente, que atingem um final hilariante, curioso de quem olha e faz uma “selfie” bem humorada com a vida.

“Temos sorte, não nos faltam anualmente diversos lançamentos, o que é clara evidência que nossa academia reúne escritores – Acadêmico de Letras Dante Fonseca

“Acredito que quando somos convidados a participar de uma academia como a nossa o que nos conduz a aceitar é a possibilidade de convivência com escritores. Não somos impelidos apenas pela vã vaidade de pertencer, mas desejamos participar, conviver, compartilhar e apoiar a cultura escrita. Nesse sentido, estou convencido que nossa presença é imprescindível nos eventos da ACLER, como a confirmar essa nossa intenção em prol da cultura escrita, e não apenas um descompromissado aceite de participação” diz o acadêmico de letras Dante Fonseca.

“Todos os eventos da academia são importantes e merecem nossa participação mas dois são especiais: a recepção de novos confrades e o aniversário da academia. Neles temos que estar presentes. Nossa ausência indicará a fraqueza da cultura e o desinteresse, que se vier de nós é mais grave que de outros.

“Ah, já ia esquecendo, há um terceiro momento vital na nossa vida acadêmica, talvez o mais importante de todos. Como o principal marco de uma academia é sua composição de escritores, é essa característica que deve estar em relevo. Assim, o momento mais importante em qualquer academia é o lançamento de um livro da lavra de um acadêmico. E nisso temos sorte, não nos faltam anualmente diversos lançamentos, o que é clara evidência que nossa academia reúne escritores. É isso, confrades, nada daquela coisa exangue e com uma mixaria de letras. Pertencemos a uma academia que representa a cultura escrita de Rondônia, embora concedamos que muitos bons escritores nossos conterrâneos estão fora dela … ainda.

“Tenho ido a muitos lançamentos de livros de nossos confrades e neles tenho percebido, para total desgosto, o fraco apoio, fraca presença, dos nossos acadêmicos. Creio que esse fenômeno não reproduz fielmente o espírito da ACLER. Assim, convido a todos para que desfaçamos essa falsa impressão e daqui por diante façamos o maior esforço para comparecer a esses encontros. Não é necessário adquirir o livro, se não desejarem ou estiverem com pouco dinheiro, mas a simples presença de todos nós será a retribuição suficiente para o autor, que tantas horas gastou para produzir sua obra, cuja realização vê coroada naquele momento.

“Sendo assim, tenho certeza de que não haverá assentos suficientes para os acadêmicos no lançamento de mais uma obra do nosso confrade Samuel Castiel, cujo convite segue anexo. Vamos lá acadêmicos, demonstremos à sociedade Rondoniense a pujança de nossa academia”.