BRASÍLIA – A sensibilidade e o profissionalismo de um repórter colocou um ponto final no desespero de uma família e ajudou uma idosa de 75 anos, com Alzheimer a voltar para casa. Bruno Feittosa, jornalista da TV Brasília, estava fazendo uma outra reportagem esta semana – sobre a paralisação dos motorista de ônibus – em Taguatinga, a 30 quilômetros do Congresso Nacional, quando um motorista contou a ele sobre uma senhora que passou o dia todo sentada, viajando sem destino dentro do coletivo.

Naquele instante dona Anita desceu do microônibus e Bruno Feittosa foi atrás dela.

“O que me chamou a atenção foi que ela estava muito bem vestida, bem arrumadinha, bem limpinha, cabelo arrumado… Ela tava mancando de uma perna. Aí eu fui falar com ela”, contou Bruno em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Na conversa o repórter percebeu que dona Anita tinha Alzheimer.

– A senhora tem quantos anos?
– Eu tenho 16 anos.
– A senhora mora com quem?
– Eu moro com minha mãe e meus irmãos numa chácara.

Como a idosa não falava “coisa com coisa” o repórter levou a senhora a uma parada de ônibus e disse pra ela “nós vamos te ajudar”.

“Aí comecei a perguntar o nome dela, de onde ela era, até ter uma ideia de como eu poderia ajudar”, contou Bruno.

O repórter ligou para a PM e explicou a situação. O comando da Polícia Militar mandou uma viatura e Bruno foi junto com dona Anita para a delegacia.

Coincidência?

Coincidência ou não, quando chegaram lá, uma mulher reconheceu a idosa.

“Tinha uma pessoa na delegacia que a mãe tinha sido assaltada, estava no mesmo ônibus de dona Anita e reconheceu a idosa”, contou Bruno.

A jovem tinha visto uma postagem sobre o desaparecimento de dona Anita no Facebook. Com a informação, um policial ligou para a família da idosa, um sobrinho foi buscar dona Anita e a história teve seu final feliz.

Bruno sabe que foi a ferramenta para salvar dona Anita e devolver a tranquilidade à família dela. Perguntamos o que o moveu para parar a reportagem que estava fazendo e ajudar a desconhecida. “O que me fez chegar nela foi uma sensação de ajuda, humanitária. Fiquei pensando, como é que uma senhora ia ficar assim, perdida na rua? Eu fiquei tocado naquele momento e resolvi ajudar”, disse o jornalista com toda simplicidade.

Leia 

Clique

Se você clicar na seta para a direita, na seção Rumos do Jornalismo, na capa, lerá textos anteriores.