Lúcio Albuquerque

Imagine a situação: o cidadão está com dois bandidos forçando a porta de sua casa, ambos armados (novidade para alguém que assaltante não porte armas?) ou aquele grupo que andou dando uma sumida, aquele que invade propriedades ou centros técnicos destruindo tudo, força a porteira do sítio, e em nenhum dos casos o dono ou vigia pode agir, porque não tem uma arma.

É a situação atual: se você tem uma arma à mão, e reagir, quando a polícia chegar com certeza será enquadrado, ainda que não tenha ferido ninguém, e terá problemas com a justiça. Já os assaltantes? Ora….

Lógico que só quem acredita em papai-noel imaginaria que a (desde a disputa eleitoral de 2018 ex) grande imprensa iria pelo menos praticar o que, em jornalismo (até bem pouco tempo) fazia: ouvir o outro lado. Tem especialista para tudo, e ser contra tudo desde que qualquer bandeira de mudança do status quo seja apresentada pelo governo.

E o Decreto das Armas, assim como as reformas, redução dos ministérios e anúncios de menos dinheiro para a mídia, têm sido alvos da ex-grande imprensa, ainda mais porque um deputado propôs recentemente o desarmameno dos policiais-militares. Bom, ele é de  Goiás, terra onde, na gozação, há quem diga que só dá dupla de música sertaneja.

Seria o caso de convidar o deputado, ex-policial, de acompanhar uma patrulha da polícia carioca, ele com a farda, mas sem arma, em operação no Borel. Será que iriam deixar ele entrar só porque estava sem arma?

Claro, alguém dirá   haver polícias – na comunidade da Grã-Bretanha – onde o uso de arma por policiais é restrito, e nem todos usam, apenas os grupos de reação rápida – e ainda acontecem casos como daquele brasileiro fuzilado em Londres por ter sido “confundido” com terroristas procurados. A diferença é que lá a Justiça funciona rápida.

Se com a polícia tendo ordem de andar armada o índice de criminalidade brasileira é tão alto, imagine-se se os policiais ficarem sem o direito de atuar usando suas armas, a maioria delas muito inferiores às que marginais usam e que entram no Brasil. Aí o que dirão os defensores dos direitos humanos e os “especialistas” ouvidos pela ex?

ELOGIOS

Varias pessoas elogiaram a presença do governador Marcos Rocha no evento pró-mudanças realizado domingo no Espaço Alternativo. Ouvi pessoas de diversos segmentos sociais, incluindo vendedores ambulantes e gente que estava lá mas em razão de uso do Espaço para se exercitar, e não para a manifestação.

HISTÓRIAS DO LÚCIO

O telefone do padre surdo

Fui participar de uma reunião na paróquia São João Bosco (PVh) e o padre começou a contar histórias de seu tempo de seminário, a seriedade dos estudos, as brincadeiras etc.

E aí contou que numa das muitas confissões feitas durante o período de preparação, ele e mais alguns colegas descobriram que um dos confessores era surdo. Desde então procuravam sempre o confessionário do padre “mouco”, ainda que tivessem outro disponível.

Terminada a reunião, esperei que todos saíssem e abordei o nosso reverendo. “Padre, eu quero fazer uma confissão”. Ele logo se dispôs a ouvir, mas aí eu terminei a pergunta:

“O senhor pode me dar o número do telefone do padre surdo?”.

Não teve jeito, porque o padre não me deu o tal número do padre “ruim das oiças”.