FRASE DO DIA:

“Quem é da tribo e não conhece o cacique e o pajé, da tribo não é.” – Yo mismo sobre grampos

1-Que tiro foi esse? I

Algo relevante pintou na até aqui sólida relação entre o governador Confúcio Moura e o vice Daniel Pereira. A uma conversa gravada entre os deputados Maurão de Carvalho e Jesuino Boabaid se atribui a origem da crise que surgiu coma partir da difusão do áudio nas redes sociais, da anulação das recentes nomeações e da reação de Daniel Pereira que expôs a crise, suas causas e nomeou os bois. A gravação da conversa precisa ser periciada antes de se dizer se houve crime e qual.

2- Que tiro foi esse? II

Ficou patente que Confúcio desistiu da ideia de sair do governo e disputar a eleição ao Senado, que Maurão e Boabaid condenaram o grampo e o seu vazamento, mas não negaram a existência  que a conversa tenha ocorrido. Conspiração ou uma comédia pastelão encenada por aloprados?. E a desistência do Confúcio será verdade ou possibilidade? Da condenação do grampo fica a certeza que a conversa existiu e não foi republicana. Sobre a conspiração e só para lembrar, conspiração não é tipificada no Brasil como crime. Em assim sendo, não há crime?  Vamos ver.

3-Que tiro foi esse? III

Cronologia: Confúcio comunica a Daniel que ele deverá assumir seu lugar no governo e depois sair à reeleição. Acertam mudanças em função das eleições e dentre elas o DER e PM. Outra conversa e Daniel diz que tem compromisso com o PDT e que na hipótese de disputar o governo não aceita Wagner da SEFIN como vice indicado por Confúcio. Na sequencia Confúcio comunica a Daniel que desfará as nomeações e que ficará no governo. Logo após o grampo viraliza. Daniel irado, explode e talvez esteja aqui o suposto crime. Afinal, grampo é ilegal, contudo…

4-Que tiro foi esse? IV

O crime do grampo – que deve ser investigado – é parte. Na conversa há indícios de outros crimes como prevaricação e num exercício de criatividade, formação de bando, além das irregularidades atribuídas ao governador Confúcio, cujas investigações e formulação de processos foram objeto de nota da OAB Rondônia. O tiro espalhou chumbo entre grampeadores e grampeados sejam visíveis ou não. Difícil mensurar os danos contra o estado, governador, deputados, partidos, alianças e os jovens que querem entrar na política e que devem estar se perguntando: “Que tiro foi esse”?

5-Que tiro foi esse? V

Porto Velho tem uma característica. É a cidade sem segredos. Todo mundo sabe tudo sobre todos. Os rolos da política são comentados entre amigos com um pedido de que seja mantido o sigilo. E assim o segredo se espalha numa velocidade impressionante. O vice governador Daniel Pereira ao falar sobre o grampo numa entrevista ao comunicador Arimar Sá acabou por revelar esta crença “já, vocês vão saber”. E por falar em segredos e conversas, nesta história toda, registro o primor da nota do Hermínio Coelho. De onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo, mas às vezes pinta uma zebra. Hermínio tido como louco e boquirroto foi lúcido, coerente e equilibrado. Vejam só!

6-Uma ideia jerical

Por 5×0 o STJ negou o HC preventivo para Lula. Aí bateu o desespero e o PT saiu no abafa contra o STF e até a ministra Cármen Lúcia foi pega de surpresa. A tropa do PT com Gleisi, Jacques Wagner, Gilberto Carvalho, José Eduardo Cardozo e Sigmaringa Seixas foi a seu gabinete a pedido do colega (Ichi!) Lewandowski para forçar a presidente do STF a apequenar o tribunal e pautando uma ação sobre constitucionalidade da prisão quando da condenação em segunda instância. A ideia de jerico: é mais fácil votar um caso genérico que fazer pauta com o caso particular do Lula. Pressão sobre o STF? Ô loco veio. Onde esse povo do PT enfiou o juízo? Calma. Não responda.

leoladeia@hotmail.com

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