PORTO VELHO – Rondônia poderá voltar a ter apenas 47 municípios, caso o Congresso aprove as novas regras apresentadas pelo Governo Federal para o0 novo pacto federativo. As cidades de Pimenteiras, no Cone Sul do Estado, Teixeirópolis, na região central, Primavera de Rondônia e Castanheiras, na Zona da Mata; e Rio Crespo, na região do Vale do Anari, voltará a ser distrito.

A proposta de emenda constitucional do pacto federativo apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro, apresentada nesta terça-feira (05), que reduz o número de munícipios no Brasil, tem tudo para ser alvo de polêmica entre o Congresso e o Executivo.

Segundo o texto, as cidades com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total deverão ser incorporadas pela cidade vizinha. Segundo o Governo Federal, 1254 cidades brasileiras fazem parte deste grupo.

Em Rondônia, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cinco municípios fazem parte desse perfil e, caso a PEC seja aprovada, serão extintos. São eles: Teixeirópolis com 4.308 moradores; Rio Crespo com 3.764 habitantes; Castanheiras com 3.052 moradores; Primavera de Rondônia com 2 856 habitantes; e Pimenteiras do Oeste que tem 2.169 habitantes.

O Governo Federal afirma que a incorporação dessas cidades se daria a partir de 2026. Mas apesar da iniciativa do governo, apresentar um projeto dessa envergadura, às vésperas das eleições municipais é sempre um grande risco, quando pensamos em política no Brasil. Não é qualquer político que quer se indispor com as suas bases eleitorais.

Essa PEC de Jair Bolsonaro, por outro lado, enterra de vez, o sonho de muitos distritos de se tornarem municípios. Um exemplo dessa situação em Rondônia, é a região da Ponta de Abunã, que luta há anos para se tornar independente de Porto Velho, e é formada pelos distritos de Nova Califórnia, Vista Alegre do Abunã, Fortaleza do Abunã e Extrema.

A principal reclamação dos moradores é que se consideram esquecidos por parte da Prefeitura da capital, quando os assuntos são: educação, transporte escolar, saúde, saneamento, escoamento da produção, segurança entre outros itens.

A estimativa da equipe econômica é de que o pacto federativo repasse R$ 400 bilhões a estados e municípios em 15 anos. Além da proposta de emenda constitucional (PEC) do pacto federativo, o governo federal entregou também outros dois textos do Plano Mais Brasil: a PEC Emergencial e a PEC dos Fundos Públicos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que as medidas apresentadas fazem parte da agenda econômica que “transformará”, o estado brasileiro.