Os recursos provenientes de penas pecuniárias são essenciais para o benefício de associações e projetos sociais, que trabalham em prol de toda a sociedade. Com isso, a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (Vepema), beneficiou mais um projeto social que desde 2015, promove um trabalho de ressocialização com dependentes químicos.

A Associação Vivo para a Glória de Deus, localizada na comunidade Terra Santa, em Porto Velho, atualmente trabalha com cerca de 33 residentes, que são atendidos para o tratamento contra o uso de drogas. Na associação são realizados tratamentos com relação a dependência química, atividades laborais, evangelismos e todos os residentes recebem ajuda com as documentações.

O projeto, que recebe benefícios oriundos de penas pecuniárias, recebeu a visita na última sexta-feira (16) da juíza titular da Vepema, Kerley Alcântara, e do servidor Azamor Lucena para o acompanhamento das atividades de construção de um galpão que está sendo construído para a sede própria e, em breve, será construído mais um galpão para abrigar o refeitório. A mão de obra é utilizada por meio dos próprios residentes da associação.

Por meio da Resolução 154, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é possível ser feita a substituição de doações de cestas básicas por depósito de valores em conta única e específica para esse fim. Esses valores, acompanhados por extratos anexados aos processos, são depois distribuídos pela Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, mediante projetos apresentados por entidades sem fins lucrativos, com objetivo de ressocialização, reparação de vítimas ou que desenvolvam atividades de repercussão social.

Em 2016, a associação recebeu recursos para a implantação de uma cozinha mobiliada com geladeira, freezer e bebedouro. Em 2018, a Vepema financiou mais um projeto para a associação, dessa vez para o fornecimento de equipamentos de limpeza como carrinhos de mão e roçadeiras, para a execução de serviços laborais pelos residentes.

Associação

O coordenador da Associação Vivo para a Glória de Deus, Edileno Borba Gonçalves, conhecido como “Bahia”, conta que a estratégia promovida para atrair as pessoas “é o trabalho de serviço social como cortes de cabelo, banho e refeições, sendo atrativo para os que estão em condições de rua terem uma mudança de vida”.

Edileno conta que o projeto Cristolândia, precursor da associação, acabou sendo extinto após a enchente do Rio Madeira, em 2014. “Nossa sede era localizada no Centro de Porto Velho, porém, devido às águas da enchente atingir nosso prédio e comprometer toda a estrutura dele, tivemos de sair. Daí começamos a perder parcerias, as doações começaram a ficar em baixa, até o projeto ser praticamente extinto aqui no estado”.

“O projeto renasceu como Centro de Formação Cristã e Associação Vivo para a Glória de Deus, em junho de 2015, onde alguns voluntários ajudaram no Cristolândia e foram convidados a atuarem no serviço social da associação. A partir de então fizemos o registro, montamos a diretoria e recomeçamos o trabalho pela cidade”, disse o coordenador da associação.

Para o coordenador, a visita da Vepema na instituição é uma grande satisfação, pois “é comprovada a clareza do trabalho e a organização que é feita há três anos, desde quando inscrevemos nossos projetos no edital e fomos contemplados; tudo que é recebido aqui vem de acordo com nossa necessidade”.