O AUTOR VISITA DONA LEOPOLDINA

A locomotiva – provavelmente Dona Leopoldina (imperatriz) – foi arrastada de seus trilhos, numa ação pior que na ditadura militar, Arrancaram a sagrada ferrovia Madeira Mamoré. A manobra de trilhos de Santo Antônio foram arrancados do Triângulo onde descansava a espera de sua restauração, ao lado do Casarão, em Santo Antônio. Nessa mesma situação a Cel. Church, abandonada, em 1878,  serviu de galinheiro, onde ficou por 30 anos, em 1908, foi restaurada e reativada. Foto: Erivelton Kruger.

“Mais uma estrela no céu azul da União”

faz parte de um slogan, como uma propaganda, que  assim fazia atrair e impulsionar gente de toda parte do Brasil, para  nova Estrela, Rondônia. Na cidade maior do território, Porto Velho, sempre cosmopolita, acolhedora, ambição de ser de sua própria, gente feliz… que sonhava com essa condição, de quando Estado, não mais território com administração de desconhecidos e, um ANSEIO, “…que um dia, seus filhos pudessem dirigir e ser donos de seus próprios destino…” O orgulho das nossas coisas, COSMOPOLITA, prédios públicos da cidade, de alto padrão,  de ter um trem, meio ambiente, um porto onde chegavam e saiam navios, um aeroporto no Caiary, ainda com. Era um consenso.  MAS, se afastando esse destino, outra realidade foi se impondo, com a criação do Estado de Rondônia, esse ideal e o sonho vira pesadelo…solidão.

São Carlos submerso pela grande enchente de 2014

Agonia do Patrimônio histórico e do meio ambiente

Coragem e desabafo que deveria vir de dentro de todo povo portovelhense,  tal o grau de humilhação que passa nossa gente. Porto Velho hoje é sinônimo de decadência e aviltamento. Não sabe o restante do Brasil, os responsáveis por esse flagelo, não são os filhos de Rondônia ou aqueles que procuraram essa terra para seu lugar definitivo. São sim, aqueles forasteiros que chegaram aí, apenas com a intenção de enriquecimento, e fizesse silenciar os filhos dessa terra, para isso… Que seus filhos não pudessem dirigir e ser donos de seus próprios destinos…Silenciar os pensadores de Porto Velho e torná-los cidadãos de segunda categoria.

LEOPOLDINA, ainda na Madeira Mamoré, em especial nas Oficinas Ferroviária nos anos de 1950. Os ferroviários chamavam-na de Princesa Leopoldina. Por amor. No dia 10 de julho de 1972, a ferrovia foi paralisada, A Leopoldina ficou abandonada na região de Santo Antônio.

O orgulho das nossas coisas – cosmopolita – prédios públicos da cidade de alto padrão,  de ter um trem, meio ambiente, um porto onde chegavam e saiam navios e um aeroporto no Caiary. Era um consenso. Mas, foi se afastando esse destino, outra realidade foi se impondo com a criação do Estado de Rondônia. Esse ideal e o sonho vira pesadelo…

…solidão.

Fora da lei, um jogo sujo estava sendo imposto, enquanto o povo ignorava, um plano perverso e traiçoeiro, para que as represas no alto Madeira se instalassem; e a Prefeitura de Porto Velho tivesse sua C O M P E N S A Ç Ã O.

Como em um campo de concentração, a grade interrompe o trem para Guajará-Mirim

Compensação?

Para que as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau fossem construídas, ao estilo “Usinas Já…” confrontando com a fúria do Rio Madeira, um tsuname como um furacão, quebra, destrói várzeas, barrancos,  alaga do alto ao baixo Madeira. É a bandidagem política: “as águas do desgelo…” cínicos. Nessa oportunidade estava-se procurando cegar e impedir a quem se mostrasse contrário aquele empreendimento. Só quem reagiu foi a AMMA que foi colocada numa cilada, para que fosse desmontada. Correu um grande risco, por isso foi amordaçada e seus principais membros, foram condenados a prisão, perderam seus empregos foram DESCONSTRUIDOS e desmoralizados com toda forma de retaliação. Pior que na ditadura.

O projeto de restauração e elementos de integração do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e Orla (beira Rio) sofreu todo tipo de retaliação ao mesmo tempo que, no Governo Cassol,  esse projeto para a reativação da EFMM, de minha autoria, propriedade intelectual, foi colocado maldosamente à disposição de um bando, encabeçado pelo ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, e seu grupo político, partidário. Plagiou, deformou, transformou. E restauração se transformou em uma criminosa “revitalização”.

A fraude é viabilizada com um aparato e aparência de legalidade sob a batuta de autoridades que adulteram, transgridem, o que permitiu que viabilizasse a construção das hidrelétricas na região do alto Madeira em local proibido por lei, depois da  sequencia de inconstitucionalidades o oportunismo.

Estado de Sítio

Barragem da hidrelétrica Santo Antônio, a sete quilômetros do centro de Porto Velho

Uma classe política sem raiz nessa terra, que passou a impor outra realidade… acontecer o que?  Era preciso que seus filhos abdicassem seus direitos, “… não pudessem ser substituídos por seus próprios destinos….” Todas as agressões ao meio ambiente, passaram a ocorrer, principalmente a ganância e especulação imobiliária… Conflitos sociais e humanos, crimes ambientais e em algumas regiões, no alto Madeira, virou uma guerra. Políticos se tornam os mais novos donos do pedaço, passando a desconstruir a reputação das pessoas nativas. Uma nova realidade a mudar E como começa um negócio, camuflado, atrevido, um comércio de terras públicas e imóveis da União. Fora da lei?

E o que está por trás? Uma ação criminosa, planejada, que foi viabilizada estrategicamente para aquisição, à ilegalidade, de terras publicas da União, protegidas por leis ambientais e tombamentos…

como OS CARRASCOS DA BAIXA DA UNIÃO

Mesmo assim, são alvos de ações ardilosas, que beneficia, alimenta um comercio que o que pode dizer de um grande e s c â n d a l o, que se tivesse justiça derrubaria qualquer governo que não tivesse condizente com a legalidade.

*Luiz Leite é arquiteto, urbanista, pesquisador e caboclo de São Carlos, com apoio de Erivelton Kruger e Ricardo Peres

Os Carrascos da Baixa da União prossegue na próxima semana, com a parte 3