PORTO VELHO – Mesmo sem boa arquitetura e plataformas adequadas desde a gestão do ex-prefeito Mauro Nazif, o Ministério Público Estadual (MPE) recomendou nessa terça-feira (08.10.19), a Prefeitura a reativar o antigo Terminal de Integração Municipal.

A decisão saiu de uma audiência protagonizada pela Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) sob a chancela do Promotor de Justiça Jesualdo Eurípedes Leiva de Farias, que acatou sugestão da entidade e mais uma dezena de moradores do entorno do antigo terminal de ônibus no Centro Histórico da cidade.

De acordo com o presidente em exercício da ASFEMAM, Georges Telles de Menezes (Carioca), ‘a iniciativa partiu do conjunto de moradores e ferroviários que lutam por uma cidade melhor e, muitas vezes, negada por gestores públicos descompromissados com a manutenção do zelo dos bens públicos’.

Segundo ele, ‘do jeito que está o antigo terminal, servindo de covil para malandros, dependentes químicos e a proliferação de barracos de lona e papelão, não pode continuar’. Foi com essa condição que, moradores da Baixa da União, do Cai N´Água, Triângulo, Areal Centro, além de usuários do transporte público, encontraram nos ferroviários um canal direto com o Ministério Público’.

O Promotor Jesualdo de Farias, após analisar as proposições defendidas pelos representantes dos ferroviários, moradores e usuários do Sistema Integrado Municipal (SIM), recomendou o município, através da Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana (SEMTRAM), que promova estudos imediatos sobre as reais condições do terminal e que informe o MPE sobre as providências tomadas sobre a reativação do empreendimento.

Depois que foi desativado por ordem do prefeito Hildon Chaves logo no inicio de sua gestão, com a entrada das empresas que operam o Sistema Integrado Municipal, (SIM), os usuários do transporte coletivo passaram a não fazer a integração nas linhas dos coletivos, como ocorria na gestão anterior.

Outra categoria de usuário prejudicada com a desativação foi dos de baixa renda. Ficaram impedidos, em parte, de fazer as operações de embarque e desembarque das linhas de origem dentro do terminal, à época, por oferecer mais comodidade e segurança no retorno das aulas para casa, sobretudo os que oram residentes em bairros mais afastados da cidade.

Com a possibilidade de ser reativado pela Prefeitura, inclusive com o retorno da Central de Recarga de Cartões para dentro do Terminal de Integração, o Centro Histórico pode ficar mais isento da presença de dependentes químicos, moradores de rua e desocupados, vez que ‘o município deve ser obrigado a manter a segurança e a mobilidade no local’ – como ocorria na gestão passada.

Hoje em dia, segundo a doméstica Maristela da Silva, 51, moradora de um dos residenciais do ‘Minha Casa Minha Vida’, na Zona Leste, ‘além de eu pegar ônibus lotados, enfrento longas filas para embarcar nos ônibus fora do terminal’, o que faz de Porto Velho, ‘uma das piores capitais do país, apesar de bastante movimentada.