JI-PARANÁ – Uma das escolhas do presidente Jair Bolsonaro para integrar o seu ministério deixou Rondônia com certa proximidade com a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Trata-se do ministro do Desenvolvimento Regional, o jovem Gustavo Canuto (alguma familiaridade?) é sobrinho do ex-deputado federal por dois mandatos e vice-governador de Rondônia, Assis Canuto, um político sério e pouco dado aos holofotes.

Assis Canuto está em Rondônia há quase meio século e mora na cidade de Ji-Paraná.

O jovem ministro do Desenvolvimento, Gustavo Canuto, com o tio, Assis Canuto, na recepção oficial no Itamaraty, no dia da posse

Se isso vai representar alguma espécie de plus na hora de despachar uma reivindicação do estado de Rondônia, ainda não se sabe, sobretudo porque o ministro é oriundo de uma família que se caracteriza por gostar de fazer o que é certo.

Gustavo Canuto é filho de um médico irmão do engenheiro agrônomo Assis Canuto, que foi vice-governador de Osvaldo Piana no período de 1991 a 1994. Canuto, o daqui, é um das figuras-chaves na colonização de Rondônia e teve grande influência como executor-geral do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no então território federal de Rondônia. Assis Canuto se elegeu deputado federal em 1982 e em 1986 se reelegeu para ajudar a escrever a atual Constituição Federal do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

Pouco dado ao falatório dos dias atuais, Assis Canuto, foi um dos convidados especiais para a posse presidencial e prestigiou a investidura do sobrinho no Ministério do Desenvolvimento, uma fusão de outros três ministérios extintos pela reforma administrativa de Bolsonaro.

Filho de médicos, Gustavo Canuto é formado em engenharia da computação pela Unicamp e em Direito pelo CEUB, de Brasília. Fez carreira na burocracia em Brasília, onde é servidor efetivo do Ministério do Planejamento, agora incorporado ao Ministério da Economia.

Sobra a escolha do sobrinho, o ex-vice-governador de Rondônia Assis Canuto se limita a comentar que foi uma escolha pessoal do presidente Jair Bolsonaro, “para não fazer politicagem no ministério”.

Reportagem: Carlos Araújo