O Tribunal de Justiça de Rondônia deu início, na última semana, ao Curso de Formação em Constelações Familiares, voltado a magistrados e servidores. A formação é disponibilizada dentro do programa de qualidade de vida da instituição e visa ofertar uma ferramenta para que os participantes tenham uma percepção mais efetiva de si e de sua origem, compreendendo suas problemáticas e experiências de vida, para que sejam capazes de, no âmbito profissional, atuar de forma mais humanizada.

As Constelações Familiares, método desenvolvido pelo teólogo, pedagogo e filósofo alemão, Bert Hellinger, partem de três leis universais – Pertencimento (todos tem o direito de pertencer ao grupo), Equilíbrio (entre o dar e o receber) e Hierarquia (os que vieram antes sabem mais do que os que vieram depois), para explicar as interações nos relacionamentos. Toda vez que uma dessas leis é desrespeitada, o sistema familiar se enferma e algum de seus membros apresenta sintomas, como a repetição de comportamento de um membro do sistema ou mesmo o adoecimento físico e emocional.

“A saúde emocional é de suma importância para que qualquer ser humano possa desenvolver suas habilidades em todas as esferas dos relacionamentos: quer seja familiar, social e organizacional. Esse programa é um convite para que o magistrado e servidor possam olhar para si e se permitir observar de que forma está atuando como expectador atento ou apenas vivendo de forma a ligar o ‘piloto automático’ destinado ao cumprimento de metas, cuja percepção do saudável passa despercebida”, defendeu a coordenadora do programa, a juíza auxiliar da presidência Silvana Freitas.

A formação está sendo desenvolvida em duas turmas, uma para magistrados e outra para servidores, com oito módulos presenciais, beneficiando mais de 150 colaboradores da justiça. O primeiro módulo, realizado nos dias 10 e 11, para magistrados, e 13 e 14 de maio, para servidores, foi ministrado pelo médico Décio Fábio de Oliveira Júnior e apresentou o histórico de descobrimento e formatação das Constelações enquanto técnica, suas leis e em quais âmbitos se aplicam, utilizando-se de recursos como jogos psicodramáticos, sociodrama e estratégias de dinâmicas grupais, de modo a favorecer a participação e a expressão de sentimentos, a interação e o compartilhamento das experiências na elaboração coletiva do conhecimento.

Herbert William Ramos, servidor participante do curso, avalia a constelação como uma ferramenta para o diagnóstico dos problemas e dos caminhos a serem tomados. “Não penso que a constelação seja uma cura, mas um meio para que a pessoa identifique o que ela precisa prestar mais atenção, o que ela precisa modificar em sua vida. Os conceitos das leis (da constelação) são bem aplicáveis, de acordo com a realidade e válidos para o dia a dia, as relações de trabalho, para a família. Eu gostei bastante do curso”, afirmou.

O segundo módulo da formação será realizado ao final de julho e ministrado pelo médico argentino Miguel Schiavo.