PORTO VELHO – O atual modelo para diminuir índice de mortes por arma de fogo está falido.  O alerta foi feito pelo deputado Adelino Follador (DEM), na tribuna da Assembleia Legislativa, na semana passada. Ele defende a necessidade de reforma da Lei 10.826/2003 [Estatuto do Desarmamento], por não cumprir a sua finalidade. “Ao contrário, provocou aumento nos índices de violência e de homicídios em todo País”, lamentou.

“Esse modelo desarmou o cidadão e armou os delinquentes e quadrilhas que usam armamento sofisticado que nem a polícia tem, e sem registro, e com ela aterroriza o cidadão dentro de sua casa, num ponto de ônibus ou dentro de seu automóvel num sinal de trânsito”, advertiu Follador.

Deputado Adelino Follador: “sociedade refém dentro de casa”

Segundo o deputado, o governo brasileiro não tem competência e estrutura para combater o tráfico de armas que entra e transita clandestinamente pelo País. Esse armamento, conforme Follador,  vai parar nas mãos do crime organizado, das quadrilhas de assaltantes de bancos e tantas outras, sem que o estado brasileiro consiga responder com inteligência policial e com ações práticas, capazes de interceptar esses carregamentos antes de que cheguem a essas quadrilhas.

O deputado chamou a atenção das autoridades e da sociedade em geral para essa situação, que classificou de mortandade humana, e pediu aos representantes de Rondônia no Congresso Nacional, em Brasília – deputados federais e senadores -, providências urgentes em reanalisar a proposta de reforma do Estatuto, de forma a dar mais segurança à população.

“O cidadão brasileiro hoje sente-se refém em sua casa, no trabalho e por onde andar”, lamentou o parlamentar.

Adelino Follador disse que não dá mais para esperar o próximo assalto, o próximo estupro dentro de casa ou o estouro coletivo de várias agências bancárias ao mesmo tempo, com mortes de inocentes e pessoas de bem, enquanto o Poder Público se ocupe de tarefas nada republicanas, deixando o cidadão acuado dentro de sua própria casa e entregue à sorte, em que pese ser a segurança um dever constitucional do Estado.

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