Para marcar o dia Nacional da Adoção, o 25 de maio, o Poder Judiciário de Rondônia promove ações que refletem sobre a adoção nos seus mais diversos aspectos. Textos de conscientização, histórias de adoções, informações sobre a legislação, procedimentos legais, entre outras temáticas, serão publicadas na página do Tribunal de Justiça de Rondônia e nas redes sociais, a fim de mobilizar a sociedade sobre os direitos da criança e do adolescente ao convívio familiar.

Reflexão dos profissionais

A adoção é um dispositivo legal em constante evolução no Brasil, sobretudo após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, contudo, ainda, é um tema percebido como tabu e visto de forma fragmentada, sendo necessário termos olhares mais atentos ao direito fundamental que é crescer e se desenvolver numa família, preferencialmente a de origem e não havendo possibilidade de manutenção nesse núcleo, em família adotiva.

Por anos, a família biológica foi apenas “demonizada” e julgada como algo muito ruim, que devia a todo custo ser afastada e tratada como segredo. Porém, o resgate da história de vida é um desafio permeado de sentimentos contraditórios: perguntas como “de onde vim?”, “quem sou?” e “porque minha história é essa?” são comuns a todos nós, imagine o quão importantes são para quem cresceu em família adotiva e não consegue ter acesso a tais informações.

Assim, cotidianamente constatamos que conhecer sua história de origem e ressignificar a percepção dessa história é injetar saúde nas relações parentais e familiares, e potencializar o desenvolvimento psicoemocional dos filhos adotivos, sem medo de lidar com as importantes páginas já existentes desse livro da vida.

Com essa postura, o “abandono” é convertido em ato de amor e cuidado, e ao menos uma parte da história desse filho pode ser ressignificada, o que colabora para maior compreensão e conciliação com sua origem.

Além disso, e ampliando a discussão, a adoção é um tema que nos toca diariamente e podemos ver “posturas adotivas” em toda parte. Afinal, o ser humano adota e deixa-se adotar cotidianamente para poder sobreviver. Adotamos nossos parceiros (as), colegas de trabalho, adotamos nossos amigos (e muitos tornam-se irmãos), adotamos posturas mais compassivas – isso nos tornam mais tolerantes e inteiros nas relações!

Essas e mais algumas reflexões para mergulhar no universo da adoção são apresentadas no texto Posturas adotivas na Justiça de Porto Velho (clique aqui para ler).