PORTO VELHO – Quando resolveu criar a Fundação, 27 anos atrás, o deputado estadual Ribamar Araújo (PR) percebeu muita carência na área de saúde, mas, também constatou mudanças decorrentes da crise econômica.

No final de semana, por exemplo, em Candeias do Jamari, a Fundação Ribamar Araújo formou e certificou 82 alunos no curso básico em instalação e manutenção de central de ar split.

“A criação de empregos e renda é agora mais essencial, basta olhar o sofrimento dos que procuram o meu gabinete e nele encontram o apoio da Fundação, que lhes garante oportunidade de ter renda e profissão”, explicou o deputado.

Split tem esse nome por ter sido originado do sistema do ar condicionado de janela. É composto por duas unidades: a que fica no ambiente interno (evaporadora) e outra, no ambiente externo (condensadora).

O curso durou dez dias. São os primeiros formandos nessa atividade. Até então, outras turmas aprenderam a fabricar massas, pães, bolos, a confeccionar artesanato de vasos ornamentais e bonecas, e a produzir detergentes e sabão caseiro.

“Com alegria e satisfação, vejo o progresso das diversas turmas formadas pela Fundação”, disse Ribamar. Segundo ele, o auxílio a essas pessoas é feito com seus próprios recursos salariais.

Desde o início de suas atividades, o órgão diplomou aproximadamente cinco mil concluintes de diversos cursos em Rondônia.

Embora essa área do trabalho seja predominantemente masculina, 11 mulheres também concluíram o curso, dispostas a disputar em pé de igualdade o mercado altamente concorrido.

Segundo o professor Josevaldo Pereira, o segmento é dos mais procurados atualmente – “pela rapidez da formação e pela grande procura de centrais de ar”.

“Não há obstáculo, quando há motivação”, disse Josevaldo incentivando os formandos. O professor mora em Candeias, onde a maioria dos alunos também reside nas zonas urbana e rural. “Vieram ainda alunos de bairros da zona leste de Porto Velho”, acrescentou.

O formando Anderson Petzinnger Barbosa, de Porto Velho, chegou à solenidade com a mão calejada. Nem bem concluíra o curso, estreava nova atividade. Anteriormente, ele trabalhava com terraplenagem, participou de obras na Capital, mas esse setor minguou, por isso aproveitou logo o curso split.

“Já tenho uma microempresa e pretendo adaptá-la para essa prestação de serviço”, disse Anderson.

Para a diretora da Fundação, Ana Lúcia Sousa, o incentivo à abertura de empresas é fundamental. “Todos eles estão em condições de oferecer mão de obra para empresas, órgãos públicos e particulares, pois o empreendedor individual emite nota fiscal do serviço”, lembrou.

Segundo a diretora, o ritmo intenso do trabalho não lhe pesa, quando encontra formandos que lhe informam já ter condições de auferir alguma renda. “Sinto-me gratificada nesses momentos, acredito no sucesso e no futuro dessas pessoas que buscam a Fundação para se capacitar tecnicamente e suprir as necessidades de suas famílias”, assinalou.

Ribamar Araújo elogiou Ana e a equipe da Fundação pelo empenho e dedicação à organização e aplicação dos cursos.