Empresas com menos postos de trabalho

Impressiona os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a queda de postos de trabalho nas empresas e a média salarial dos trabalhadores. Em 2016, segundo o estudo, as 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas no país tinham 5,5 milhões de unidades locais e ocupavam 51,4 milhões de pessoas, das quais 44,5 milhões assalariadas, que receberam R$ 1,6 trilhão em salários e outras remunerações.

O pessoal ocupado nessas empresas e outras organizações caiu 4,0% (menos 2,1 milhões de pessoas) entre 2015 e 2016, a segunda queda seguida na série iniciada em 2007. Esse resultado foi puxado pelo recuo de 4,4% no pessoal assalariado (menos 2,0 milhões de pessoas), que também caiu pela segunda vez.

Essas informações estão no Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE, que reúne dados de empresas e outras organizações (administração pública e entidades sem fins lucrativos) formalmente constituídas no País.

A verdade é que muitas empresas, em função da crise econômica, tiveram de fazer adaptações. Outras se uniram e decidiram até mesmo reduzir o número de sócios com a meta de reduzir custos. Tudo é uma questão de sobrevivência em um mercado bastante competitivo onde requer muita criatividade dos novos gestores.

As mudanças também afetaram diretamente o salário dos trabalhadores. Em 2016, o salário médio mensal do total das atividades econômicas era R$ 2.661,18. Os menores salários médios foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.363,30), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.652,44) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.753,80). As atividades com salários médios mensais menores absorveram, juntas, 33,3% do pessoal ocupado assalariado.

As mudanças na legislação trabalhista também podem ser forte indicador para a essa queda de trabalhadores e alterações de salários. Por outro lado, se percebeu que o trabalhador deixou a empresa para trabalhar por conta própria.

O Diário já havia alertado que economistas entendem que flexibilizar regras da lei trabalhista favorece o mercado de trabalho, uma vez que o atual momento é de crise. Eles acreditam que ficar preso a tudo o que obriga a lei aumenta o custo das empresas e eleva o desemprego.

Na visão dos economistas, diante da forte crise, o objetivo deve ser a manutenção dos postos de trabalho. Países com legislação mais flexível, como os Estados Unidos, recuperam empregos mais rapidamente após a crise econômica do que países europeus, cuja as regras são mais rígidas.

Fonte: Diário da Amazônia