OPINIÃO DE PRIMEIRA – O ministro Ricardo Sales, do Meio Ambiente, atendeu pedido do governador Marcos Rocha, dos senadores Marcos Rogério e Acir Gurgacz e do deputado federal Coronel Chrisóstomo, entre outras autoridades e veio a Rondônia, nesta terça. Permaneceu boa parte do dia em Espigão do Oeste, onde há um claro conflito entre o Ibama e Polícia Federal contra produtores rurais e madeireiros. Na verdade, mesmo do alto do seu poder, Sales pouco pode fazer para ajudar o setor produtivo da região, na medida em que a legislação dá ao Ibama todos os poderes sobre áreas consideradas de proteção ambiental.

Enquanto as leis atuais não mudarem, nem ele e nem o Presidente da República podem fazer nada, porque, nessa questão, a autoridades deles está abaixo da do Ibama. Bolsonaro chegou a dizer que proibiria a queima de máquinas e equipamentos apreendidos em áreas invadidas ilegalmente, dias antes de fiscais do Ibama destruírem máquinas, aqui mesmo em Rondônia.

Sales conversou, discursou, prometeu debater mais profundamente o assunto, falou muito em diálogo, mas a verdade é que não tem como resolver. Há, pela lei, quem manda nas questões ambientais e quem tem que obedecer, gostando ou não. O resto é muita conversa, sem resultado prático. Lamentavelmente!

OS DESTAQUES DA NOSSA BANCADA

Qual a avaliação da bancada federal rondoniense, no primeiro semestre? Começando pelo Senado: o grande destaque foi Marcos Rogério, que em poucos meses se tornou figura de grande importância no contexto da política nacional. Tem boa proximidade com o Planalto e portas escancaradas em alguns ministérios, entre eles o comandado por Sérgio Moro, a mais importante figura do governo.  Olho em Marcos Rogério! Sua próxima meta é ser Governador. Confúcio Moura levou ao Senado discursos de qualidade, que há muito não se ouvia, com temas importantes e eivados de cultura e conhecimento, coisa que tem feito muita falta naquele poder. Acir Gurgacz, ainda envolvido pela injustiça que sofreu, teve menos brilho, mas mesmo assim atuou muito na questão da BR 319, uma luta que é mais dele do que de ninguém. E a Câmara Federal? O principal destaque, inclusive escolhido no Ranking dos Políticos como um dos mais atuantes neste primeiro semestre, foi Léo Moraes. Em seu primeiro mandato, ele entra numa lista seleta de grandes presenças na Câmara Federal, como Tiago Mitraud, de Minas Gerais; Vinicius Poit, de São Paulo; Marcel Van Hatten, do Rio Grande do Sul; Paulo Gabine, do Rio de Janeiro e Gilson Marques, de Santa Catarina. Todos os cinco primeiros são do Partido Novo. Léo é do Podemos e está em 19º lugar na relação os parlamentares mais atuantes.

Lúcio Mosquini teve boa atuação, liderando a bancada, levando as reivindicações aos ministérios e tendo atuação sempre importante no plenário. Lúcio é bom de diálogo. Por isso se tornou o nome mais cotado para comandar o MDB regional e unir as alas do partido, que estão rachadas. O Coronel Chrisóstomo conseguiu aparecer aqui e ali, com algumas falas e projetos polêmicos, mas destacou-se por sua fidelidade ao Planalto e ao programa do seu partido, o PSL. Mauro foi o mesmo Nazif de sempre. Sua única missão é defender os interesses dos servidores públicos. Manteve-se assim inclusive na votação da Reforma da Previdência, quando preferiu o atraso. O jovem Expedito Netto, em seu segundo mandato, polemizou algumas vezes, mas no geral foi atuante. E usou a cabeça: ouviu mais seus eleitores antes de votar.  E a ala feminina, como foi? Silvia Cristina praticamente não apareceu nos primeiros cinco meses de mandato. Muita gente nem sabia, até há pouco, quem era ela, fora de Ji-Paraná. Começou a mudar na votação da Reforma, quando foi contra seu partido, o antiquado PDT e votou a favor. Jaqueline Cassol se mexe para todos os lados. Corre nos ministérios, batalha por soluções. Foi muito atuante. E Mariana Carvalho? Foi bem também. Além de já ser uma figura de destaque na Câmara, nesse semestre atuou muito na defesa dos que tiveram suas contas de energia cobradas com exagero. Fez uma audiência pública na Assembleia que lotou o auditório e se saiu muito bem. No geral, então, nossos representantes até que não foram tão mal. Poucos brilharam, mas ficamos no que se poderia dar uma nota 6,5, no geral. É uma nota justa?

LÉO NEGA ACORDO COM ELIS

Por falar em Léo Moraes, ele não assinou embaixo das informações fornecidas à coluna, inclusive por pessoas ligadas a ele, de que já haveria um acordo de parceria, para formação de uma chapa, liderada por ele, na disputa pela prefeitura, em 2020, tendo a vereadora Elis Regina como vice. O parlamentar mandou um recado direto: “em respeito ao texto desta coluna que trata das eleições municipais, posso afirmar que nunca, jamais tratei da formação de chapa, seja com quem for e seja com que partido for. Acredito que quem cria essas informações, está querendo é antecipar as eleições. Garanto que meu único foco está no trabalho legislativo em Brasília, na Câmara Federal, atuação, aliás, que não tem sido fácil!” Dias atrás, uma fonte da coluna, que tem ligações tanto com Léo Moraes quanto com Elis Regina informou que ambos estavam conversando desde o início do ano. Léo nega peremptoriamente. Diz que todo o seu foco está no trabalho em Brasília e que a disputa municipal não está na pauta, ao menos nesse momento. A questão é que, nove em dez pessoas que conhecem um pouco da política, apostam todas as suas fichas de que Léo vai concorrer a Prefeitura. O décimo é ele, que jura que, por enquanto, esse projeto não é sua prioridade.

O CASO DNIT AINDA FERVE

O caso da prisão de dirigentes do Dnit de Rondônia ainda repercute. Os que foram  denunciados, no órgão, já estão em liberdade, mas os protestos não só deles, como os de seus colegas e advogados prosseguem. Há uma grita geral de que a ação foi feita à revelia da legislação, apontando culpa num processo que foi definido em apenas uma semana e a partir de uma única testemunha, que por sinal é inimiga declarada dos dirigentes do órgão, porque processada por eles por ineficiência em suas funções. Tanto o superintendente do órgão como os demais denunciados, não podem , ao menos até nova  decisão judicial em contrário, sequer passarem perto do Dnit e ter contato com outros considerados suspeitos.  Agora, todos os assuntos do Dnit local estão sob controle do Dnit do Amazonas, tendo à frente o coronel Marcus Vinicius Mello Neto, mais um militar a assumir cargo de comando em instituições e órgãos do governo federal.  A decisão de troca no comando do órgão em nosso Estado, passando-o para as mãos de um amazonense, foi oficializada pelo diretor-geral do órgão, Antônio Leite Santos Filho. O decreto publicado no Dário Oficial já está valendo. Agora prosseguem as investigações que incluíram acusações de desvios de 10 milhões de reais (muito contestadas pelos indiciados) em obras de recuperação da BR 364. Um dos presos temporariamente e que já está solto, chegou a dizer que está de cabeça erguida, porque teria sofrido o que chamou de “absurda injustiça” cometida contra ele e seus colegas.

COMEMORAÇÕES NA PREFEITURA

Há um clima de alto astral na Prefeitura de Porto Velho, sem dúvida alguma, em função dos últimos acontecimentos. Depois de longo tempo ouvindo protestos e críticas, o prefeito Hildon Chaves começa a comemorar avanços importantes no seu governo. O maior deles se relaciona com um pacote de obras de asfaltamento (essa é a maior reivindicação da grande maioria dos moradores da Capital) que está em andamento e, mais que isso, com a autorização dada pela Câmara Municipal para a obtenção de um empréstimo de 75 milhões de reais, que serão destinados totalmente para esse tipo de obra.  Até há algumas semanas, era notória a preocupação de Chaves com as coisas que pareciam empacadas, a partir inclusive de deficiências internas, pela lentidão com que andavam. Agora, os projetos começaram a fluir e estão nas ruas. No entorno do prefeito, até os que achavam que as coisas estavam muito feias, já andam falando em reeleição. Hildon Chaves tem ainda grandes desafios, mas se fizer as coisas andarem, torna-se, sim, nome fortíssimo para se manter onde está, a partir de 2020.

POR FAVOR, MINTAM MENOS!

Alguns recados importantes para os que continuam se achando donos das questões ambientais, principalmente aqui, na nossa Amazônia. E essencialmente direcionado aos ambientalistas de ar condicionado, que ficam discursando a distância, sem saber o que estão falando e acreditando em tudo o que a mídia esquerdista e as ONGs divulgam, como se fossem as únicas verdades. A primeira dica é vital: vocês perderam a eleição.  Ou seja, não mandam mais no país. Os seus escolhidos, os que mandavam, os que formaram a maior quadrilha de ladrões da nossa história, ou estão na cadeia ou estão caminhando para ela. Portanto, menos, menos! Outra sugestão: mintam menos, porque se continuarem assim, perderão o restante da pouca  credibilidade que alguns incautos ainda lhes dão. Informar que foram destruídos milhares de campos de futebol na floresta, inventando números, não tem ligação com a realidade. Uma terceira dica é no sentido de, quando mentirem, por favor, incluam alguma verdade. Como por exemplo, que há sim desmatamento, mas há também inúmeros projetos de reflorestamento, que mantém parte da floresta enorme e  saudável. E, por favor, não tratem todos os invasores e malfeitores como madeireiros. Vão se informar, para não encherem tanto o saco da gente. Aliás, a esses estrangeiros todos que mandam e desmandam na nossa floresta: não está na hora de vocês cuidarem do destruído meio ambiente de seus países? Caiam fora!

A AIDS ASSUSTA, MAS MATA MENOS

Os astros Fred Mercury, Cazuza, Renato Russo, o cartunista Henfil, a atriz Sandra Bréa, o ator Antony Perkins: a lista é enorme. Esses foram somente alguns famosos, brasileiros ou não, que morreram vitimados pelo vírus da Aids. A doença, que surgiu nos anos 80, fazendo milhares e milhares de vítimas, chegou a matar, há sete anos atrás, nada menos do que 1 milhão e 200 mil pessoas, planeta afora. Seis anos depois, graças aos avanços das pesquisas, da nova medicação, do controle rígido da doença, esse número caiu quase 34 por cento. Em 2018, houve 770 mil óbitos por causa da Aids e, já nesse ano, a possibilidade de cair ainda mais esse número (ainda assustador), é bastante plausível. Ainda há regiões com maior risco  – e não é só no Terceiro Mundo, – mas é importante destacar que três em cada cinco soropositivos no mundo, ou seja 23 milhões sobre um total de 38 milhões de contaminados,  recebem tratamentos antirretrovirais, uma proporção recorde, segundo dados do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids. Em Rondônia, números não oficiais apontam que existem perto de 700 pessoas contaminadas, em tratamento. Algumas já têm  uma sobrevida de mais de 15 anos, graças aos medicamentos distribuídos gratuitamente.

SERÁ QUE O ATRASO VAI VENCER?

Será que o atraso, o passado, a truculência antidemocrática em nome de cores partidárias vai sair ganhando? Ou o país vai, finalmente, reconhecer que siglas partidárias antiquadas e que ignoram as verdadeiras necessidades do país, não merecem mais o respeito e o voto da população? Tomara que a segunda opção vença e que puna o PDT, velho e superado representante do trabalhismo, que foi importante os anos 40 e 50, mas que hoje não passa de uma sombra do que foi no passado. Partido com dono, o ultrapassado Carlos Lupi, que foi ministro do trabalho e teve uma passagem medíocre no posto, a sigla ameaça de expulsão oito dos seus 28 deputados federais. Por que? Porque esses quase 30 por cento de pedetistas votaram a favor da Reforma da Previdência e a favor do Brasil. Entre eles está a deputada de Ji-Paraná, Silvia Cristina, que foi corajosa e optou por seu país, ao invés da sua sigla apegada à manutenção do atraso e até o risco de que, em breve, os aposentados não recebam mais seu dinheiro. O PDT ameaça seus oito membros e diz que só não os expulsará se eles voltarem atrás e votarem contra o Brasil, no segundo turno, em agosto. E ainda tem gente que acha que isso aí é um partido político que deve ser levado a sério. Inacreditável!

PERGUNTINHA

O que você pretende fazer com o dinheiro das suas contas ativas do FGTS e do PIS/PASEP , que serão  liberadas pelo governo Bolsonaro, com  pretensão de injetar, de imediato, 63 milhões de reais na economia do país?