José Hiran da Silva Gallo

PORTO VELHO – Eis que nos aproximamos da linha de chegada e logo poderemos dizer adeus a 2018. Com certeza, esse foi um período muito movimentado, repleto de lances inesperados que nos fazem desejar que o Ano Novo, que aponta no calendário, nos brinde com menos reviravoltas e mais tranquilidade sob todos os aspectos.

Certamente, muitas das expectativas repousam sobre o desempenho do futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ao contrário de alguns, partidários da teoria da terra arrasada, tenho a convicção de que o País – sob esta nova gestão – poderá ter a chance de se retomar seu ciclo de crescimento, com bases sólidas e sustentáveis.

Nesse contexto, confio que em 2019 as ações focadas no combate à violência e à corrupção tenderão a ganhar ainda mais fôlego. No caso dos crimes de colarinho branco, responsáveis pelo desvio bilionário de recursos públicos, espera-se que o Poder Judiciário possa exercer seu papel de forma isenta, punindo os contraventores e dando o exemplo para a sociedade.

Outro grande desafio para os Governos – em todas as esferas de gestão – é o combate à pobreza. As altas taxas de desigualdade, que imperam no Brasil, têm debilitado o crescimento econômico e repercutido na vida em sociedade sob diferentes formas.

Dentre essas manifestações, estão: os baixos níveis educacionais, um Sistema Único de Saúde (SUS) que não consegue atender a todas as necessidades da população e a ausência de mecanismos justos de proteção social para a classe média e os pobres, o que, por sua vez, limita suas oportunidades econômicas e inibe o crescimento geral.

No campo específico da assistência aos pacientes e seus familiares, uma área que me desperta interesse especial, caberá aos gestores entender que a crise que assola o SUS há anos precisa ser contornada com medidas efetivas que recuperem a confiança dos brasileiros nesse modelo de atenção.

Isso implicará, necessariamente, no aperfeiçoamento dos seus mecanismos de gestão e na definição de um plano estratégico para enfrentar problemas denunciados, repetidamente, pelos órgãos de controle e fiscalização, como os Conselhos de Medicina.

Entre outros pontos, o brasileiro quer um SUS com mais leitos de internação, numa rede dotada de medicamentos e outros insumos, e com condições de dar as respostas tempestivas a quem sofre com a doença. Nesse contexto, sonha, assim, em ver o tempo de espera para uma consulta, um exame ou uma cirurgia cair vertiginosamente.

Contudo, não é hora de antecipar tensões. Diante de tantas expectativas positivas para 2019, é hora de se preparar para o fechamento de mais um ciclo e aproveitar esse curto período – entre 25 e 31 de dezembro – para festejar a vida com familiares e amigos.

É tempo de pensar no bem que podemos fazer ao próximo, de exercitar o dom do perdão e de confiar na nossa capacidade de superar limites e dificuldades. O crescimento de cada pessoa passa por reflexões desse tipo, quando percebemos que para mudar o mundo é preciso, antes de tudo, mudarmos a nós mesmos.

A todos, um feliz Natal e um excelente Ano Novo!

*É diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina; doutor e pós-doutor em Bioética