MONTEZUMA CRUZ
Montezuma Cruz

Nomes, sobrenomes. Alguns são bem comuns conforme a média de compreensão das pessoas, outros podem soar estranhos e surpreendentes. A vida pulsa nesses nomes, literalmente, do começo ao fim.

Recentemente, na Redação da Secom-RO, o colega Cleuber Rodrigues mostrava-me os feitos de uma senhora chamada Infância Araújo. Ela é catarinense nascida em Curitibanos, atualmente comerciante em Ariquemes, tem quatro filhos, dez netos e seis bisnetos.

Redigia o necrológio do Jornal de Brasília, diariamente publicado na página 2, quando me deparei com o sepultamento de seu Longe, 94 anos, no Cemitério de Taguatinga. Foi em 2006.

Em 2015 eu lia editais e resultados de leilões eletrônicos da Superintendência de Licitações do Governo de Rondônia, quando encontrei uma pregoeira com o nome Maria Eterna da Silva.

Na mesma repartição governamental trabalha outra pregoeira de nome Memorina. Obviamente, com esse nome ela carrega a fabulosa energia que põe o ser humano ao encontro do passado.

Dona Infância

Certamente, trabalhando em setor tão importante da administração pública, Memorina poderá inspirar-se no saudoso escritor e acadêmico de letras Antonio Olynto Marques da Rocha, um dos maiores intelectuais brasileiros, traduzido em 35 idiomas.

Ao comentar o livro Memórias da infância, de Yvonne Simoens, Antonio Olynto elogia a autora pelo princípio de que um povo só existe porque tem memória. E acrescenta: “Não só porque tem, mas também porque a põe no papel”.

Repórter na Secom-RO. Chegou a Rondônia em 1976. Trabalhou nos extintos jornais A Tribuna, O Guaporé, O Imparcial, O Parceleiro, e na sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN). Colaborou com o jornal Alto Madeira. Foi correspondente regional da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.