Lúcio Albuquerque

PATINETES

Uma nova “febre” atinge as cidades brasileiras, é só andar em Rio ou São Paulo que a coisa salta à vista: uso de patinetes motorizados, alguns chegando a20 KM/hora, manobrados por gente de todas as idades, já com vários acidentes e atos de violência, como presenciei em Botafogo (RJ), quando dois marginais tentaram tomar o patinete de uma mulher, ela reagiu e conseguiu se safar, ferida. A turma está usando o meio de transporte nas calçadas, nas ruas, locais de lazer e outros, sem uma regulamentação e sem qualquer atenção de quem tem o dever de cuidar da segurança pública.

Não demora muito e a  moda chega por aqui, e se no João Paulo II há imensa quantidade de motoqueiros quebrados, imagine-se então o que pode vir por aí.

DO QUÊ ELES TÊM MEDO?

Que manobras seriam  feitas para evitar a aprovação da permanência do COAF no Ministério da Justiça. Afinal a tendência era que no MJ o órgão iria mostrar serviço, o que parece não ter sido feito até então, tantas são as críticas ao  Conselho. É de se perguntar: o que assustou os deputados federais que levou à não aprovação da mudança? Minha mãe dizia que “o porco sabe o pau em que se esfrega”. Na bancada do PT até teve um momento hilário, quando o deputado Vicentinho votou a favor do MJ. Será que ele – voto único – será punido pelos “companheiros”?

VOU ALI E JÁ VOLTO….

Um a deputada saiu do plenário, outra, e mais um, alegaram compromissos e também sumiram. A deputada Maria Cristina – que uma vez disse ser oriunda dos movimentos sociais – enfrentou  a situação e votou contra. Os quatro outros – Mauro Nasif, Leo Moraes, Expedito Neto e Coronel Chrisóstomo foram a favor do MJ. Perderam, mas responderam positivo ao que o eleitor rondoniense quer.

IGUAIS A PILATOS

O personagem bíblico Pilatos certamente fez escola. Dos três ausentes da  nossa bancada, Lúcio Mosquini (legou estar na Rondônia Rural como se isso fosse mais importante que sua presença numa decisão vital para o país). Mariana Carvalho foi para uma reunião da área de saúde (enquanto na Câmara se discutem temas de alto interesse para a Nação). Jaqueline Cassol preferiu sair.

HOMENS INCOMUNS

Há autoridades, “artoridades” e há, também, “baixoridades”. O ministro Joaquim Barbosa, grande figura do processo do mensalão foi visto, alguns anos depois do julgamento, supostamente, tomando cerveja num bar com amigos. Conforme a notícia, o ministro que colocou às claras atos de corrupção federal, estava em licença médica devido a dores lombares. O fato chamou a atenção dos puristas de plantão, como se o ministro não fosse um ser humano comum – aliás, há gente que faz questão de deixar de lado sua condição humana quando um cargo importante, ainda que sua manutenção depende da caneta de quem o nomeou.

Esta semana outra foto, agora do ministro Sérgio Moro, fazendo compras em supermercado e abrindo a carteira para pagar, também “viralizou”, com muitas pessoas criticando – muitas mais elogiando. Os dois fatos são incomuns na vida pública dos que ocupam cargos importantes, às vezes nem tanto no país. E há até quem acuse de “populista” quem apenas se comporta como cidadão comum. Isso faz-me voltar alguns anos, quando entrevistei um ex-secretário estadual de Educação e ex-deputado, sobre a sua volta ao mundo comum. “Eu nem sabia mais entrar numa fila de banco ou pedir um táxi”, respondeu.

DIREITOS HUMANOS?

Num Estado norte-americano entidades que dizem “defender direitos humanos” ameaçam abrir processo contra lei recentemente aprovada com duras penas a quem comete e a quem se submete a aborto. É a questão de querer saber que “direitos humanos” essas entidades defendem, talvez deva ser dela que comissões de direitos humanos brasileira tenham copiado o modelo. No Brasil só quem não tem direitos humanos é a vítima, ou sua família.

 

Lúcio Albuquerque, repórter

jluciolbuquerque@gmail.com