PORTO VELHO – Faltando menos de 60 dias para as férias semestrais de 2019 e alunos da zona rural e da região ribeirinha de Porto Velho sequer terminaram parte do ano letivo do ano passado e, por mais duro que isso possa ser, até agora não iniciaram o ano letivo de 2019, por inação do Poder Público estão levando os pais ao desespero. 

Na manhã desta terça feira (07), moradores da comunidade vila DNIT (à margem esquerda do rio Madeira) interditaram a BR-319 sentido Humaitá-AM, para, mais uma vez reivindicar o cumprimento do acordo pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED) que, em nome do prefeito Hildon Chaves, prometeu semana passada – durante outra manifestação -, a resolução do problema do transporte dos alunos, tanto terrestre quanto fluvial.

Os alunos da comunidade estão sem aula desde o ano passado.

O secretário municipal de Educação (um nome indicado pelos próceres do MDB) Márcio Felix, esteve com os moradores na manifestação feita moradores há uma semana e negociou o fim do protesto, com a promessa de resolver o problema.

Ficou só na promessa.

Pelo acordo estabelecido entre o secretário e os manifestantes, na manhã desta segunda-feira (06) o serviço de transporte fluvial e terrestre voltariam ao normal e as aulas começariam finalmente.

Mais uma vez a palavra dos homens públicos foi jogada a lata do lixo.

Desesperado com a falta de atenção da Prefeitura de Porto Velho, os moradores resolveram retomar a manifestação na manhã desta terça-feira – não sem antes avisar as autoridades – e interditaram novamente as duas pistas da BR-319 e também a Estrada do Belmont, por onde escoa o combustível que chega por balsa no rio Madeira para ao interior do estado.

Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham desde as primeiras horas a movimentação dos moradores da Vila Dnit sem reprimir o movimento.

FOTOS: Carlos Caldeira