A Produção rural do estado de Rondônia deverá viver um novo período de prosperidade, é o que se desenha com a proposta da nova diretriz para a agricultura no Estado, que prevê o desenvolvimento prioritário de 12 cadeias produtivas e a implantação de uma Central de Abastecimento para dinamizar a logística e comercialização da produção agrícola rondoniense.

Entre as cadeias produtivas bem sucedidas estão a do peixe, a pecuária leiteira e a do café

Esta semana os técnicos da Emater-RO e Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) apresentaram ao secretário Evandro Padovani e ao presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, uma minuta dos projetos de desenvolvimento das cadeias produtivas indicadas pelo governo como prioritárias. Algumas dessas cadeias já são destaques de produção no cenário nacional, mas ainda carentes de incentivos e assistência especializada para se consolidarem e até se multiplicar, ainda na gestão desse governo.

Doze cadeias produtivas da agricultura terão prioridade no planejamento do governo para os próximos quatro anos

Entre as cadeias produtivas bem sucedidas estão a do peixe, a pecuária leiteira e a do café, mas mesmo estas cadeias consideradas consolidadas, ainda carecem de investimento público para que se melhore a rentabilidade do produtor, com a consequente ampliação da produção e o aumento da receita fiscal do Estado.

A cadeia do leite está distribuída em todos os municípios do Estado, com cerca de 33 mil unidades produtivas de pecuária leiteira, destas 96% possuem até 30 vacas por produtor, apenas 1% dos produtores de leite possuem mais de 50 vacas. O objetivo do governo de Rondônia é promover programas de incentivo à melhoria das pastagens, desenvolver assistência técnica com foco na gestão econômica, social e ambiental. E com o uso de boas práticas de produção conseguir em quatro anos elevar em 100% a produção leiteira.

O governo planeja oferecer assistência técnica qualificada para quatro mil produtores de hortaliças e elevar a produtividade

Existem outras cadeias como a de hortaliças e a de frutas que carecem de desenvolvimento. O estado ainda importa mais de 50% de seu consumo de frutas e verduras, apesar de dispor de solo, clima, e abundância de água, disponível para irrigação. Mesmo com boas condições para produzir, a fruticultura e a olericultura ( produção de hortaliças) ainda são deficientes em nosso estado, com impactos na segurança alimentar, e na evasão de capitais. A proposta do Estado é reduzir a dependência de importação dos atuais 61% para 20% do consumo, desses gêneros de primeira necessidade.

Para apoiar a produção de frutas e verduras, produtos indispensáveis à manutenção da nutrição e saúde humana, o governo planeja oferecer assistência técnica qualificada para quatro mil produtores de hortaliças e elevar a produtividade de 20 para 26,5 toneladas por hectare ano.

A diretriz agrícola proposta pela Seagri deverá ser executada na maior parte das ações pela Emater-RO

A proposta é parte do projeto de instalação de uma Central de Abastecimento na capital, e inclui o incremento de outras ações a serem executadas em todos os municípios, notadamente naqueles mais populosos para equacionar ou mitigar fatores limitantes da competitividade e do desenvolvimento dessas cadeias produtivas hortifrutigranjeiras, especialmente a dificuldade logística, (transporte, armazenamento, e outros).

Outras cadeias produtivas entre elas a aquicultura, suinocultura e avicultura comporão o pacote tecnológico que está sendo organizado e será oferecido à classe produtora rural rondoniense, como parte da diretriz agrícola proposta pela Seagri, para execução pelos diversos órgãos do Estado, com destaque para a Emater-RO, entidade executora da política de assistência técnica e extensão rural de Rondônia.