PORTO VELHO – Ao contestar nesta terça-feira (26) a intenção do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), de retirar a obrigatoriedade da vacinação contra aftosa no Estado de Rondônia, tornando-o área livre da doença, o deputado Adelino Follador (DEM) exigiu ponderação e um estudo mais qualificado do Ministério. Considerou que o estado tem fronteira imensa com a República da Bolívia e grande extensão de divisa com os estados do Acre e Amazonas, nos quais não existe a mesma estrutura de controle vacinal.

Para o deputado é temerária a adoção de uma medida desta natureza, quando se analisa a situação do Estado do Rio Grande do Sul, que suspendeu a vacinação e seis anos depois estava às voltas com o aparecimento de vários focos de aftosa, fato semelhante ao que ocorreu em Mato Grosso, onde o Mapa tomou a mesma decisão e nove depois teve que atuar com todo esforço para conter e eliminar os focos da doença que surgiu em várias regiões do estado.

Deputado Adelino Follador

No caso de Rondônia, segundo Follador, a situação é pior ainda, ante a dimensão territorial de suas fronteiras, que exige do governo estadual e do próprio Ministério da Agricultura, o estabelecimento de barreiras sanitárias capazes de vetar por completo a entrada de animais sem a competente fiscalização e controle sanitário.

Follador fez ver que esta intenção do Mapa tem vantagens e desvantagens, quando atesta que o estado cumpriu sua missão de manter, por vacinação, o controle das mais de 14 milhões de cabeças de seu rebanho bovino inteiramente saudável, e como desvantagem, o risco do aparecimento da doença.

Lembrou que isso ocorreu no Rio Grande do Sul e Mato Grosso, devido a problemas de fronteira. “Por isso não concordo com essa decisão nesses termos, desesperada”, disse. E alertou a respeito de dificuldades na manutenção de barreiras sanitárias em todos os pontos da fronteira brasileira rondoniense, “vulneráveis e suscetíveis aos riscos de entrada da aftosa”.