HUMAITÁ (AM) – As irmãs missionárias Luíza Manuel, moçambicana, e Giuseppina Lupo, Josi, italiana, da Congregação Comboniana na Paróquia de Santo Antônio do Matupi, morreram ao meio-dia de sábado em acidente com uma caminhonete L200 Savana, a 55 quilômetros de Humaitá (AM). Seus corpos foram arremessados do carro em um bueiro. Elas trabalhavam com populações pobres em grande extensão do sudoeste amazonense.

Foram veladas domingo naquela localidade na rodovia Transamazônica (BR-230) e transladados para Moçambique e Itália, terra natal das religiosas, informou o padre José Arnoldo Sales, chanceler da Paróquia de Humaitá.

Segundo a polícia e testemunhas que transitavam pela rodovia, o carro se dirigia em direção a Humaitá, em baixa velocidade.  Ainda não foi revelada a perícia do acidente, sabendo-se apenas que elas foram jogadas para dentro de um bueiro. O trecho em que o fato ocorreu está passando por recuperação e estão em ótimas condições o que favorece maior velocidade dos veículos.

Luíza e Giuseppina, da Paróquia de Matupi

Nota no site da Congregação Comboniana diz: “Ir. Luiza, moçambicana, e ir. Josi, italiana, mergulharam com paixão e entusiasmo na missão junto à comunidade paroquial e às comunidades indígenas numa região próxima ao Parque Nacional dos Campos Amazônicos, a 180 quilômetros do município de Humaitá”.

Mais: “Duas setas que, na Amazônia, apontam para a plenitude da vida”, nas palavras de um missionário comboniano. Há anos a comunidade das irmãs dedica-se com entrega total à missão do Matupi, num contexto difícil, em defesa e promoção da vida”.

“O Evangelho proclamado hoje em todas as celebrações da Igreja Católica repete por três vezes as palavras de conforto de Deus: “Não tenham medo”.

“O Pai e Mãe da Vida acaricia a cada instante nossa cabeça, conhece o número de nossos cabelos, nos acompanha no mais íntimo de nossa opção de vida. O que vale, para Deus, é viver intensamente, doar-se até o fim, sem medo, sem se poupar. “Uma vida que segue um sonho se renova dia após dia”, nos lembra Padre Ezequiel Ramin, mártir em Rondônia”.