PORTO VELHO – Familiares, amigos e muita gente parentes dos milhares de alunos que estudam ou estudaram no Colégio Classe A passam pelo velório do professor Carlos Alberto Bezerra, proprietário do Colégio Classe. Ele faleceu na madrugada desta quinta-feira (10) e está sendo velado na Funerária São Cristóvão, na avenida Jorge Teixeira, em Porto Velho.   

Ainda não foi divulgado o horário e local do sepultamento, que deve acontecer na manhã desta sexta-feira.

O falecimento do professor causou certa comoção na sociedade Porto Velho, onde ele era muito bem relacionado e desenvolvia silencioso trabalho filantrópico.

Além da família, instituições e entidade como a Maçonaria manifestam pesar pelo passamento de Carlos Alberto. Uma delas, postada nas redes sociais e assinada pelo filho Rodolfo de Holanda Freitas, demonstra o carinho e o amor da família para com o professor.

 Nota da Família

É com muita dor que comunicamos o falecimento de nosso fundador e eterno diretor, Professor Carlos Alberto Bezerra de Freitas.

Pedimos a Deus que conforte o coração de todos os familiares e amigos. Que a luz e o amor divino pairem sobre a alma de quem sofre esta imensurável perda, os console e lhes dê serenidade para atravessar este momento tão difícil. A Deus pedimos também que dê ao nosso amigo – ao nosso professor – o merecido repouso eterno em seu reino.

(O seu corpo será velado na Funerária São Cristóvão, na Av. Governador Jorge Teixeira -2633, a partir das 9h)

E como filho, agradeço a cada um, que enquanto meu pai estava vivo, orou e intercedeu por sua melhora.

Todo esse período de sua doença foi muito difícil, sempre me fazendo de forte, segurando as lágrimas para não transparecer todo a dor e sofrimento que eu estava sentindo em saber que meu pai estava cada vez mais fraco, que meu pai estava indo embora.

Ter te visto sem forças, sem poder trabalhar na escola que foi o sonho de sua vida, foi pesado. Ter que olhar e perceber que você não estaria aqui para ver meus filhos nascerem e crescerem, foi uma das maiores dores da minha vida, mas tenho a certeza que você nunca deixará de olhar por nós aí de cima, sempre nos protegendo e nos ajudando a trilhar os melhores caminhos, assim como você sempre fez em vida.

Foram 3 anos de luta, marcado por altos e baixos, onde uma hora achávamos que você estava saindo dessa e que tudo ficaria para trás, outra hora a gente se via sem esperança. E até os seus últimos momentos você me ensinou, a sempre continuar firme, segurando a barra, por mais que a situação esteja difícil, pois você mesmo sentindo uma imensa dor, dizia apenas sentir um desconforto. 

Infelizmente, você se foi. Deixou de viver entre nós, para viver dentro de nós. Cada oração não foi em vão, pois agora ele tem seu descanso e paz eterna. E nos deixa seus ensinamentos, seus conselhos, seu exemplo de humildade e honestidade. Nos deixa seu exemplo de perseverança, fé, e de que tudo é possível alcançar quando se trabalha com amor e dedicação.

Continuarei seguindo seu exemplo, tendo você em meus pensamentos e em meu coração. Sempre lembrarei do seu jeito de ser, aquele homem às vezes calado, que não gostava de reclamar e que conseguia nos dar algum aviso apenas com o olhar, e sempre nos amando infinitamente.

Me sinto a pessoa mais honrada do mundo toda vez que ouço alguém dizer: ‘’você faz isso igual seu pai fazia’’, ‘’você é a cara do seu pai’’ ou até mesmo ‘’você tem o mesmo tique nervoso do seu pai’’.

Éramos muito parecidos, tanto nas qualidades, quanto nos defeitos, e hoje sou o que sou devido a você e a minha mãe, que apesar de tudo, às vezes do silêncio, às vezes da distância, nunca deixaram de fazer tudo e nem de acreditar em mim, mesmo quando nem eu mesmo acreditava.

Sempre sentirei muito orgulho em contar a sua história de vida, do menino pobre e nordestino, que saiu do nada e conquistou o sucesso num lugar desconhecido, longe de sua terra, e sem precisar passar por cima de ninguém, mas sim com muito trabalho e suor. 

Lembrarei com muito carinho de todos os nossos momentos juntos, principalmente das nossas brincadeiras de luta quando eu era criança, das quais tanto sinto falta, quando mesmo cansado depois de um dia inteiro de trabalho, você nunca negava quando eu falava: “vamo um Jaspion?!’’. Espero um dia poder brincar assim com meus filhos, pois apesar de sempre perder para você, era minha brincadeira favorita.

Espero também que meus filhos me amem como eu te amo e sempre te amarei.

Lembrarei para sempre meus últimos momentos com você, quando faltando poucas horas para você ir, piscou pra mim sinalizando que estava tudo bem.

Meu pai, com toda certeza eu digo: sua missão na terra foi cumprida e você nunca será esquecido.

Sempre disse: “quando eu crescesse eu queria ser que nem você, agora eu já cresci e ainda quero ser..”

Do seu filho que tanto te ama, Rodolfo de Holanda Freitas.