PORTO VELHO – Com a realização nessa quinta-feira, 27, do seminário “A nova política sobre drogas: diálogo para uma prática integrativa entre os serviços da rede”, a Casa Família Rosetta, instituição que já soma décadas de tradição na recuperação de pessoas viciadas em drogas em Porto Velho, firmou também sua proatividade na mobilização de instituições do chamado terceiro setor.

Mais de uma centena de representantes de comunidades terapêuticas e profissionais que atuam na recuperação de adictos a drogas lotaram o auditório da Casa Rosetta, no bairro do Areal, em Porto Velho, atendendo ao chamado feito pela diretora geral da instituição, Giuse Fulco, que foi também uma das palestrantes. Giuse abordou abordando o tema “Desafios das organizações da sociedade civil face à nova política sobre drogas”.

Em seguida houve a abordagem do tema “Diretrizes da nova política sobre drogas: um olhar integrativo da relação entre política pública e sociedade civil”, a cargo da promotora de Justiça Priscila Matzembacher Tibes Machado, do Ministério Público do Estado de Rondônia, que tratou das inovações jurídicas consignadas na nova norma.

“Reinserção social e sua perspectiva sistêmica à luz da nova política sobre drogas” foi o tema da palestra feita pela assistente social Ana Paula Baldez, docente da Fimca, que destacou que a estigmatização em relação às pessoas que usam drogas pode representar uma grande barreira a sua integração ao tecido social.

Ana Paula falou também sobre a necessidade de que o terceiro setor tenha a liberdade de agir, não sendo, portanto, limitado a um tentáculo do Estado. E de que as organizações da sociedade civil provoquem a rede de atenção psicossocial, para que ela se consolide como um instrumento efetivo de promoção da saúde mental.

O pastor João Batista Beraldo, da comunidade terapêutica Nova Aliança, de Rolim de Moura, abordou o tema da espiritualidade na recuperação, conceituando-a como “a propensão humana a buscar significados para a vida, por meio de conceitos que transcendem o tangível à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio”.