PORTO VELHO – Criada em 1954 com o nome de Colônia Jaime Abem Athar, como última instância para pessoas portadoras de hanseníase (lepra), doença incurável na época e que dizimou famílias inteiras, a comunidade dirigida pelas Irmãs Marcelinas, hoje Hospital Santa Marcelina completa neste 13 de setembro 63 de atuação em Rondônia.

Adelino Follador

Para lembrar e comemorar a data o deputado Adelino (DEM), que é um dos principais parceiros da instituição, propôs para segunda-feira (18), sessão solene para homenagear o hospital que há 42 anos é administrado pelas Irmãs Marcelinas, com indispensáveis e importantes serviços prestados a Rondônia, seu povo, e a outros Estados também.

A Colônia Jaime Abem Athar, hoje Hospital Santa Marcelina, é um legado do então governador do Território Federal do Guaporé, Joaquim de Araújo Lima. Foi construído no mesmo lugar que funciona atualmente, no Km 17 da BR-364, como leprosário que tinha por finalidade segregar os portadores da doença, até então, incurável.

O local passou a ser naquela época um centro de assistência à saúde, social, educacional e também espiritual aos portadores de hanseníase, constituindo-se em um novo lar para essas pessoas.

Com 100 leitos, dois laboratórios, seis salas de cirurgias, centro auditivo, centro oftalmológico e oficina ortopédica, atendendo mais de 800 pessoas por dia em 25 especialidades médicas, o Hospital Santa Marcelina hoje é referência regional em qualidade do atendimento ao usuário do SUS, em saúde auditiva, visual e no tratamento de hanseníase, além de contribuir com a capacitação técnica de cerca de 350 estagiários das áreas de medicina, enfermagem, nutrição, serviço social e psicologia.

Aos 63 anos, a ex-colônia, hoje Hospital Santa Marcelina, está localizada numa área de 300 hectares no meio da floresta amazônica, onde tornou-se referência no tratamento da hanseníase, na confecção de órteses – aparelho ortopédico para o corpo, tipo colete de apoio para coluna cervical – e próteses, saúde auditiva e visual, num projeto de apoio à vida que oferece atendimento não apenas à população de Rondônia, mas também do sul do Amazonas e parte do Estado do Acre.

Exemplo de amor à causa humanitária, aos pequenos, idosos e aos mais necessitados, as Irmãs Marcelinas diversificaram a área de sua atuação para atender milhares de crianças em suas quatro escolas da Rede de Educação Marcelina, com creche e educação básica, que tem feito diferença na vida de milhares de famílias e tornou-se referência em educação pública, com mais de sete mil alunos matriculados em suas escolas – Escola Santa Marcelina (Embratel), Escola Marcello Candia (BR 364, Km 17), Escola Marcelo Candia – Sub sede I e Escola Santa Marcelina de Alto Paraíso – no Estado de Rondônia.