ARIQUEMES –  A professora Milena Melo orientou, o administrador do aeroporto de Ariquemes, Wilmar Goiano apoiou, e o videodocumentário saiu. Dois alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) mostram um pouco da história do Rio Jamari, afluente do Rio Madeira.

Antônio Cardozo, 37 anos, repórter, Gerson Lopes, 30, câmera, os dois de Ariquemes, onde nasceram, são os autores.  “Nossa região é rica em biodiversidade, pensei em valorizar o que é da nossa terra, e o nosso Jamari tem uma bela história”, comentou Milena.

Gerson gosta de fotografar fazer vídeos de eventos, e Antônio conversa bem. “Por serem bem comunicativos, pensei em juntá-los para fazer o vídeo”, disse a professora Milena.

Assim, Gerson filmou o Jamari, com sugestões de Milena, entre as quais, algumas imagens aéreas, apoiadas por Wilmar Goiano. Rizélia da Silva Lima fez a tradução de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais).

Quem depõe é Anderson Gasperi, dono de um flutuante e agora secretário municipal de meio ambiente. Segundo ele, as margens do rio são habitadas há pelo menos 70 anos. Quando a lancha passou próxima ao Rio Massangana, ele disse que nesse trecho, havia bares, entrepostos comerciais e mangueirais. A linha telegráfica do marechal Rondon passava ali e era frequente o movimento de embarcações transportando borracha.

“Nos anos 1940 caminhava-se a pé pelas picadas na mata e de barco a motor pelas águas. A uns 40 quilômetros daqui alcançamos Porto Velho”, assinalou.

Escritor e diretor de cinema, Bernardo Carneiro Horta, procurou a professora para saber como foi feito o vídeo e lhe deu sugestões para identificação do depoente e das áreas mostradas ao longo do rio.

O canto do uirapuru na trilha musical ficou bonito e certamente ensejará outras produções em Ariquemes. A Apae está cuidando disso.

MONTEZUMA CRUZ
Veja o vídeo