VILHENA – Uma supervisora escolar foi agredida por uma criança de oito anos enquanto trabalhava em Primavera de Rondônia. Conforme registro policial, para praticar a agressão contra a servidora pública o garoto utilizou um lápis de escrever, na quarta-feira (5), e só parou após ser contido por outro funcionário do local.

Localização de Primavera de Rondônia /Wikipedia

Logo depois de agredir a educadora, o menino ainda ameaçou dizendo que levaria uma faca à escola para furar a mulher. Por causa das agressões, a mulher ficou com hematomas no braço esquerdo. Aos policiais militares, a servidora contou que o crime ocorreu depois do suspeito brigar com outro colega, também de 8 anos, no pátio da escola. Após encerrar a briga, já dentro de sala de aula, a supervisora começou a conversar com as duas crianças e um dos garotos passou a agredi-la com um lápis.

Para contê-lo, outro funcionário o segurou. Além da agressão, o aluno ameaçou a supervisora dizendo que pegaria uma faca para furá-la.

Conselheiros tutelares foram solicitados para comparecer na escola, mas estavam numa reunião e não puderam ir.

A equipe da Polícia Militar aconselhou os representantes da escola a entrarem em contato com os pais das crianças e com o Conselho Tutelar para tomar providências em relação as atitudes das crianças infratoras.

Por causa das agressões, a mulher ficou com hematomas no braço esquerdo. Aos policiais, a vítima contou que o garoto sempre tem comportamento agressivo em sala de aula.

Assunto para futuros psicólogos da Educação

Educadores e pais se sentem confusos com problemas sociais que adentram os muros das escolas.  As maiores urgências a serem resolvidas são as dificuldades de aprendizagem e comportamento violento no âmbito escolar.

“Quando estiverem formados os primeiros doutores em psicologia da Seduc, será possível atender a esse campo tão carente com estímulo à cultura pacífica”, previu em 2016 o gerente de formação e capacitação técnica e pedagógica da diretoria geral de educação da Secretaria Estadual de Educação, Marcos Antônio Shreder da Silva.

Para o gerente os problemas das escolas têm sido “epidêmicos” e o doutorado em psicologia irá amenizá-los. Ele elogiou o incentivo dado pelo governo estadual, ao autorizar inicialmente cinco bolsas na Faculdade Católica de Porto Velho.

O governo abriu cinco vagas disponíveis para a primeira turma de doutorado em psicologia. O Plano Estadual de Educação projeta para os próximos dez anos a elevação do número de mestres e doutores nessa área, com ênfase para cognição humana, psicologia clínica e psicologia social.