PORTO VELHO – Crítico do modus operandi da Energisa desde que ela chegou ao estado após comprar a Ceron pela bagatela de 50 mil reais, o deputado estadual Ismael Crispin usa uma figura de linguagem antiga para definir a forma como o estado e autoridades tratam a empresa. Segundo o parlamentar, o que se vê em Rondônia é uma proteção exacerbada aos grandes e o uso do açoite contra os pequenos. O parlamentar explicou que todos os dias prefeitos e vereadores visitam os gabinetes na Assembleia, sempre pedindo recursos para viabilizar diversas situações.

Ismael Crispin exige da administração estadual providência no sentido de cobrar da Energisa a dívida de quase 2 bilhões de reais que ela deve ao estado. Ele lembrou que a empresa Energisa, detentora da concessão para distribuição de energia elétrica, deve ao Estado quase R$ 2 bilhões e que 25% desse valor pertence aos municípios. “Não vejo movimentação do Estado para receber esse dinheiro”, adiantou.

Argumenta o deputado que o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, fez sérias queixas na reunião das comissões temáticas da Assembleia Legislativa, porque precisa de dinheiro para a pasta. “Representantes da Energisa disseram que pretendem pagar o Estado à vista. É preciso buscar essa receita”, afirmou.rispin, dívida, acoite, pequenos, à vista, municípios, abatedouram, empregos, proteção

O parlamentar disse, ainda, que pequenos proprietários de abatedouros, que têm de 5 a 10 funcionários, são atacados pelo governo, tendo que pagar taxas retroativas à Agência Idaron.

“É mais de R$ 60 mil que o Estado está cobrando dos pequenos. A própria legislação diz que, para abater até 2.500 cabeças de gado, é necessário pagar mil reais de taxas. Mas tem os que abatem 150 cabeças por mês. Pagar o mesmo valor é desproporcional. Precisamos fazer alguma coisa para salvar o emprego de muita gente”, destacou Crispin.

Foto: José Hilde-Decom-ALE-RO