José Hiran da Silva Gallo

PORTO VELHO – Com o fim da Copa do Mundo, que mais uma vez ficou com os franceses, o Brasil volta suas atenções para as Eleições Gerais de 2018, marcadas para outubro. De Norte a Sul, a população começa a se dar conta da enorme responsabilidade que tem nas mãos: escolher os próximos ocupantes de cargos nos Poderes Executivo e Legislativo. Em síntese, das urnas sairão os nomes que terão a missão de conduzir os rumos da Nação por outros quatro anos.

Para a corrida pelo Palácio do Planalto, 13 políticos foram indicados pelas convenções partidárias. Alguns dos candidatos já são velhos conhecidos do eleitorado. Outros são apostas novas. Todos anunciam plataformas e propostas que, nas suas visões, podem recolocar o Brasil nos trilhos do crescimento econômico e social, dando voz aos anseios mais legítimos da população por emprego, renda, moradia, educação, segurança e saúde.

Nos Estados, também foi aberta a temporada de caça aos votos para escolha dos novos governadores. Em Rondônia, se não houver mudanças até o dia 15 de agosto – data limite para homologação das chapas na Justiça Eleitoral –, a disputa será entre sete nomes: Maurão de Carvalho (MDB), Expedito Júnior (PSDB), Acir Gurgacz (PDT), Marcos Rocha (PSL), Pimenta de Rondônia (PSOL), Pedro Nazareno (PST) e Vinicius Miguel Raduan (Rede).

Esses sete candidatos compõem um leque amplo, com diferentes matizes partidários e ideológicos. Também são homens com idades e profissões variadas, bem como distintos níveis de experiência na vida pública. Em comum, como fazem os presidenciáveis e os políticos de uma forma em geral, todos propagam aos quatro ventos suas habilidades e capacidades que, segundo entendem, podem trazer um tempo de prosperidade para os rondonienses.

Para quem já passou por inúmeros pleitos, ao longo de várias décadas, esse processo não é novidade. Trata-se de um filme que já foi exibido em outras oportunidades, em algumas ocasiões com direito a vilões, heróis e salvadores da Pátria. Muitas vezes, o eleito é aquele que tem melhor poder de convencimento, que sabe como seduzir e falar para o cidadão aquilo que ele quer ouvir. Porém, fiquem atentos, pois nem sempre essa performance é suficiente para que o final seja feliz.

Há uma distância enorme entre as promessas de campanha e a vida cotidiana. Por isso, cabe ao eleitor mais sagaz saber ouvir com atenção o enredo que lhe é apresentado. De tudo que lhe é contado, embalado pelas estratégias de marketing, urge distinguir os sonhos utópicos e a dura realidade. Mais do que escutar, para evitar decepções individuais e coletivas, é importante seguir a seguinte cartilha.

O primeiro passo é pesquisar sobre o histórico dos candidatos. Conheça suas vidas pessoais, seus comportamentos. Confira as atitudes que têm para com outras pessoas e se têm como prática o hábito de cumprir o que se comprometem a fazer. Nesse processo, não se arrisque: busque informações em sites confiáveis e fuja das chamadas fakenews.

No que se refere à trajetória pública ou política dos postulantes, verifique qual a experiência que têm em cargos eletivos ou por indicação. Avalie como se comportaram nessas funções, quais os trabalhos desenvolvidos e os frutos que deixaram. Procure ver também como interagem com outros políticos e grupos de interesse.

Na busca da melhor opção, procure também informações sobre os partidos e coligações dos candidatos, pois o conjunto de ideias que defendem influenciarão num futuro governo ou ação parlamentar.

Finalmente, leia as plataformas de campanha, ouça as entrevistas e assista os debates. Analise as propostas levando em conta sua pertinência e sua exequibilidade. Não adianta eleger alguém que anuncia o que se sabe que será muito difícil de executar.

E nunca se esqueça: o eleitor tem poder no seu voto. Use-o com sabedoria para o bem de todos, inclusive o seu!

*É diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina; doutor e pós-doutor em Bioética