PORTO VELHO – O professor doutor Hélio Rocha, docente do Departamento de Línguas Estrangeiras da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), lançará nesta sexta-feira (15), às 17h, o livro A descoberta do Grande, Belo e Rico Império da Guiana, pela Editora Scienza. O livro, do qual ele é tradutor, é de autoria do Sir Walter Raleigh, explorador, corsário, espião, escritor e poeta britânico. Entre 1584 e 1585 ele fundou, na ilha de Roanoke, o primeiro núcleo de colonização inglesa na América do Norte.

O evento, com autógrafos de Hélio Rocha, acontecerá no Auditório da Biblioteca Central da Unir, no campus de Porto Velho.

A Descoberta do Grande, Belo e Rico Império da Guiana é uma tradução do relato da viagem de exploração realizada por Walter Raleigh em 1595 ao ‘Novo Mundo’. Originalmente foi publicado em Londres em 1596, e agora é traduzido para o português pelo professor Hélio Rocha.

Walter Raleigh escreve: Levando em consideração que houve opiniões diversas sobre o ouro trazido da Guiana, e porque um membro do Parlamento de Londres e um oficial da Casa da Moeda de Vossa Majestade têm dito que não tem valor algum, achei de bom tom contestar-lhes por meio dessas linhas, ao mesmo tempo aos maliciosos caluniadores, bem como fazer outras objeções.

 É verdade que, enquanto estávamos na ilha de Trinidad, fui informado por um índio, que não muito longe do porto onde estávamos ancorados haviam encontrado certas pedras que achavam que era ouro, e que foram persuadidos a isso porque tinham visto tanto ingleses, como franceses, reunir e embarcar boa quantidade dessas pedras.
Diante dessa probabilidade, enviei 40 homens e dei ordem para que cada um trouxesse uma pedra dessa mina para comprovar a riqueza. No entanto, sendo realizada a tarefa, assegurei-lhes, em seu regresso, que se tratava da marcassita, pedra de nenhuma riqueza ou valor.

Não obstante, os homens, confiando mais na sua própria opinião do que na minha análise, guardaram a marcassita e, quando do regresso à Inglaterra, fizeram análises em vários lugares.

Na Guiana, eu mesmo nunca vi marcassita, porém, em todas as rochas, montanhas e em todas as pedras nas planícies, nas matas e por todos os lados dos rios estão, de fato, brilhando, como maravilhosa riqueza; o que, se não são marcassitas, são verdadeiros sinais de ricos minérios. Porém, uma vez estudadas, nada mais são do que

A madre del oro – como os espanhóis as denominam – que é a mãe do ouro, ou, como é dito por outros, a escumalha do ouro.

Agora, remeto ao leitor o presente relato – na esperança de que os trabalhos e os esforços, tão perigosos e custosos, daqueles que nessa empresa buscaram o benefício e a honra de Vossa Majestade e da nação inglesa recebam dos homens de qualidades e virtudes a mesma acolhida e interpretação que eles mesmos esperariam como recompensa numa situação semelhante.

SERVIÇO
Data: 15/09/2017

Horário: 17h
Local: Auditório da Biblioteca Central da Unir, no campus de Porto Velho, na BR-364, Km 9,5.