PORTO VELHO – O empresário da construção civil, constituinte em 1988, atual presidente do Conselho de Representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), ex-deputado federal Chagas Neto, recentemente filiado ao PSB, é o personagem desta Entrevista da Semana para o www.expressaorondonia.com.br. Chagas abre o jogo de forma direta e sem firulas sobre vários temas, dentre eles, sua pré-candidatura a deputado estadual.

Carismático e profundo conhecedor dos problemas recorrentes do estado de Rondônia, Chagas, que se denomina um pioneiro, afirma que não está em busca de reconhecimento pessoal, e que sua motivação política é servir à população rondoniense e contribuir para o desenvolvimento do estado, com um trabalho sério, independente e acima de tudo pautado pela ética.

Depois de vários anos atuando nos bastidores, o ex-deputado constituinte Chagas Neto voltará a disputa eleitoral

Responsável pela expansão urbana de Porto Velho, e atuante deputado federal na legislatura de 1986 a 1990, cearense de Sobral, Chagas Neto teve atuação significativa durante a Assembleia Nacional Constituinte. A frente do Conselho de Representantes do Sistema Fiero, ele tem realizado um trabalho elogiadíssimo por seus pares. Agraciado com títulos de Cidadão Honorário de Porto Velho e de Presidente Médici, Chagas Neto é um homem dinâmico e um empresário inovador. Além de dirigir suas empresas de construção civil, também preside o Sindicato da Construção Civil de Rondônia há sete anos.

Por: Carlos Araújo

Expressaorondonia – O que é exatamente esse conselho de representantes da Fiero, a federação tem dois presidentes?

Chagas Neto – O conselho de representantes da Fiero, do qual sou presidente, é um órgão colegiado que congrega os 20 sindicatos filiados à federação. É um conselho soberano e deliberativo, que se reúne mensalmente para deliberar sobre atividades da diretoria executiva, fiscalizar suas contas e aprovar os orçamento. É esse conselho quem elege a diretoria executiva plena e seu presidente, que atualmente é exercida pelo Marcelo Thomé, que comanda a diretoria executiva o SESI (Serviço Social da Indústria), o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Instituto Euvaldo Lodi, o IEL. Portanto, existe o presidente do Conselho de Representante, que sou eu e o presidente da Fiero que é o Marcelo Thomé. Os dois trabalham harmonicamente nas diretrizes da Federação das Industriais do Estado de Rondônia.

“Sou um político nato, fui deputado federal constituinte (1986-1990), foi candidato ao senado por esse estado; fui presidente durante 11 anos de um partido político; fui diretor de vários partidos e sempre militei na vida política, quer seja com mandato ou não. Isso está em meu sangue”

Expressaorondonia – O senhor se filiou recentemente a um partido, por sinal um de ideologia de esquerda, e, em seguida, foi anunciado como candidato a um cargo eletivo. O senhor está usando a Federação para se projetar politicamente?

Chagas Neto – Eu sou um político nato, fui deputado federal constituinte (1986-1990), fui candidato ao senado por esse estado; fui presidente durante 11 anos de um partido político; fui diretor de vários partidos e sempre militei na vida política, quer seja com mandato, quer seja como auxiliar de diretoria em participação ativa na militância política. Isso está em meu sangue. Fiz política a minha vida toda, estou há mais de 30 anos sem um cargo eletivo devido ao meu interesse em não mais participar. Naquela época eu não tinha mais vontade. Então, fiquei dirigindo siglas partidárias e, agora, dada essa oportunidade que nós estamos assistindo nesse país, com os políticos muito desacreditados, com o eleitor muito descrente da classe política e de seus governantes. Eu achei que era o momento de voltar a participar de candidaturas. Por que é da minha índole participar, de estar junto com os políticos e por coincidência eu sou presidente do Conselho de Representantes da Fiero. Mas, essa minha decisão de ser pré-candidato pelo PSB é uma decisão tomada há pouco mais de 90 dias e eu sou presidente do Conselho há mais de 2 anos. Fui durante 7 anos presidente do Sinduscon, o maior sindicato da construção civil de Rondônia. Portanto, estava e estou trabalhando na política sindical e, por coincidência, estou sendo chamado pelos amigos e correligionários a sair pré-candidato a deputado estadual para as eleições do próximo ano.

Expressaorondonia – O eleitor dá sinal de desejar renovação, escolhendo muitas vezes aqueles políticos que negam a política, o senhor acha que, no avançado de sua idade e já tendo experiência política, é possível sagrar-se vitorioso num momento complicado da política como este?

Chagas – Eu vejo que este momento me favorece. Mesmo estando há mais de 30 anos sem um cargo eletivo, acredito que o momento me favorece, com a experiência de mais de 40 anos militando na vida pública, quer seja como parlamentar, quer seja como secretário de estado de governo, quer seja como dirigente partidário ou membro de conselhos de empresas. Sempre militei na política e até hoje, graças a Deus, sou ficha limpa, nada pode se dizer que desabone minha conduta na atividade política durante todo tempo em que participei ativamente. Isso é sinal de que a minha correção e a minha vida na área política são inabaláveis. Portanto, vejo que o povo quer mudança, mas o povo quer pessoas com experiências também, pois não pode ser só os novos entrando para governar o país, há de ter alguém com uma certa experiência e que tenha, juntamente com essa experiência, uma ficha limpa, uma vida sem nenhuma mácula.

Conciliador, Chagas Neto conseguiu pacificar Fiero, da qual é presidente do Conselho de Representes

Expressaorondonia – O que move o senhor hoje, depois de 30 anos fora da política eleitoral, a concorrer a cargo eletivo?

Chagas – Motivação! Estou completando 70 anos idade e quando chegarem a essa idade os mais jovens irão ver que a gente procura motivação de vida. Não jogo mais futebol, não acompanho mais os amigos numa mesa de bar. O que eu gosto é de política. Então me deu a vontade de querer participar e o apelo dos amigos me incentiva ainda mais. Pois eu acho que – modéstia à parte – eu tenho muito a oferecer como a experiência, a clarividência que tenho da vida política e um pouco de sapiência que tenho dos artigos da constituição, das normas da assembleia e seus regulamentos; e isso me traz essa vontade, por conhecer muito bem esse nosso Estado – de Cabixi a Guajará-Mirim. Quando chego em qualquer um dos 52 municípios sempre encontro velhos e queridos amigos ou seus filhos, que vêm me abraçar e venham prestar solidariedade a minha pré-candidatura.

Expressaorondonia – Esse desejo nasceu do apelo dos amigos?

Chagas – É, ele foi consolidado aí. O desejo é meu mesmo. Mas os amigos ao saberem – e muitos achavam que eu, com a experiência de tantos anos e vivendo na área sindical – fosse agora pleitear um cargo no legislativo estadual. Mas foi a repercussão dos meus posicionamentos nas redes sociais como Instagram, facebook, whatsapp que fez aflorar essa vontade. Enfim, eu tenho recebido apelo de muitos amigos para que isso possa se concretizar, para que eu possa voltar a ter a oportunidade de trabalhar no parlamento. Agora no parlamento Estadual, já que fui deputado federal constituinte. Assinei a nossa Constituição com muita honra e recebi, depois de 25 anos, uma medalha de honra ao mérito pela minha participação na elaboração da nossa atual Constituição, que, por sinal, completa 30 anos em 2018, e a considero redentora do nosso País.

“Tenho recebido apelo de muitos amigos para que eu possa voltar a ter a oportunidade de trabalhar no parlamento. Agora no parlamento estadual”

Expressaorondonia – E qual é a contribuição que Chagas Neto trará a política nessa sua volta ao embate?

Chagas – Como eu disse, estou praticamente há 10 ou 12 anos na atividade sindical. Fui presidente por sete anos do Sinduscon, que é o maior sindicado da construção civil do estado; estou há vários anos como representante delegado. Há dois anos assumi a presidência do Conselho de Representantes e tenho mais dois anos de mandato. Face a essa experiência de desenvolvimento no meio sindical, eu tenho muito a contribuir, pois aprendi bastante nestes mais de 10 anos trabalhando nessa área do desenvolvimento da construção civil e hoje representando a nossa Federação das Indústrias, sempre em busca do desenvolvimento sustentável. E isso, com certeza, ampliou a minha capacidade de atuar na Assembleia, para trabalhar em defesa daquelas bandeiras mais caras à sociedade. Trabalhar para ampliar a oferta de emprego, trabalhar o desenvolvimento da agroindústria. Enfim, que isso tudo traga aquilo que hoje estamos mais carentes. Essa será a nossa meta de campanha. Nossa plataforma na Assembleia será o desenvolvimento aliado ao emprego.

Expressaorondonia – Apesar de ser o maior colégio eleitoral de Rondônia, Porto Velho tem sempre uma representação menor na Assembleia Legislativa do que alguns municípios. É essa baixa representação da capital na Assembleia que fez o senhor se decidir pela pré-candidatura?

Chagas – Eu sinto isso também. Sinto que nós temos pouca representação de Porto Velho na Assembleia. Ela é desproporcional ao número de eleitores, porque todo estado vem buscar votos aqui em nossa capital. E leva. Deputados do interior tem todo direito e a liberdade de vir buscar votos e levam por que a política no nosso município não se firma em eleger candidatos da terra, até por que muitos são desconhecidos. Nesse quesito, sem falsa modéstia, graças a Deus sou bem conhecido aqui nessa minha terra. Aqui, já construímos mais de 33 conjuntos habitacionais e isso representa uma população de mais de 50 mil pessoas que receberam casas da minha mão que hoje moram dignamente em seus conjuntos habitacionais. E isso me fez conhecido, até por que propaguei muito o nome Chagas Neto, quer seja na política partidária, quer seja na política sindical, quer seja em outras atividades como presidente de escola de samba. A par de todas essas atividades, também já fui do lado social. Presidi durante 2 anos a escola de samba Pobres do Caiari. Portanto eu realmente sou uma pessoa conhecida e isso facilita muito.

Em recente visita a Cacoal, Chagas se encontra com o empresário Divino Cardoso e com a prefeita Glaucione Rodrigues

Expressaorondonia – Se eleito, qual será sua principal bandeira de luta para uma Porto Velho agora com múltiplos problemas?

Chagas – Cheguei do Ceará em 1980, para construir o primeiro conjunto habitacional de grande porte, que foi o conjunto Santo Antônio, com cerca de 500 casas e depois construímos o conjunto Marechal Rondon, com mais 700 unidades. Daí em diante, não paramos mais de construir conjuntos habitacionais. Como você muito bem falou, dentro desse trabalho, contribuímos com o crescimento ordenado da cidade, dando fim as invasões. Não fora isso, Porto Velho seria uma cidade caótica hoje em dia. Todos os conjuntos que edificamos foram ordenados dentro da lei de urbanismo nacional e fiscalizado pela Caixa Econômica Federal e pela Prefeitura. Acredito que vou continuar com esse trabalho, porque acho que é um trabalho que me diz respeito.

Expressaorondonia – O senhor sempre esteve ligado a partidos mais conservadores, ou mais ao centro. O que o fez se filiar a um partido de espectro mais à esquerda?

Chagas – Carlinhos, você há de convir que hoje não temos mais partidos ideológicos, de jeito nenhum. O PT que representava isso se aliou com Paulo Maluf para eleger o Haddad prefeito de São Paulo. Esquerda e direita junta para eleger o governador de São Paulo, então não existe, na minha concepção, mais partidos com ideologia como existia no tempo do Getúlio Vargas, no tempo do Eurico Gaspar Dutra e na República Velha. Hoje não tem mais isto, pois os partidos têm uma sigla pelo fato de ter um S, um B, um C, isto não muda muita coisa não. As pessoas votam nos candidatos e não mais nas siglas.

 

“A tendência do PSB é formar uma coligação majoritária com o PDT. Mas isso são os dirigentes que vão decidir. Está cedo para que os partidos tenham um compromisso de alianças”

Expressaorondonia – O senhor ingressou no mesmo partido do ex-prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, que reconhecidamente não fez uma boa gestão. O senhor não teme que o reflexo dessa má gestão prejudique sua candidatura?

Chagas – Mauro Nazif pode não ter feito uns dos melhores governos da nossa municipalidade, mas ele deixou a nossa economia saneada, ele deixou os nossos empregados pagos.

Expressaorondonia – O senhor, então, não acredita que a rejeição dele possa lhe prejudicar?

O doutor Mauro Nazif é uma pessoa muito querida em Rondônia e, principalmente, em Porto Velho. Um político com o passado ilibado, que já está na política e na vida pública de Rondônia há mais de 30 anos, tendo passado por vários cargos públicos, e não vejo problema algum em estar no mesmo palanque do doutor Mauro. Mas, para contrabalancear, o PSB tem o vice-governador Daniel Pereira, tem o prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, que é o melhor prefeito do Estado. Então, eu estou aliado a pessoas que estão muito bem politicamente e tenho que estar ao lado das pessoas que me prestigiam, que me convidaram e que são pessoas de respeito. Tenho uma trajetória como administrador, presidente de partido, ficha limpa e, inclusive, vou até confessar a você: eu fui secretário de obras do governo do Jerônimo Santana, passei mais ou menos um ano e meio como secretário e quando eu saí para voltar ao meu mandato de deputado federal em Brasília, recebi e tenho guardado uma carta do Tribunal de Contas de Rondônia elogiando o meu trabalho durante aquele período. Guardo isto com muita honra.

Não tenho problema com ideologia. Estou no PSB pelo caráter das pessoas que lá estão

Expressaorondonia – Quando optou pelo PSB certamente deve ter visualizado, com sua experiência em política, um panorama mais favorável em 2018. Como vai caminhar o PSB, já que estão postas as candidaturas do Confúcio Moura, ao senado; tem o Raupp; tem a candidatura do senador Acir ao governo do estado. O senhor já discutiu com os dirigentes do PSB qual vai ser a direção que irão caminhar?

Chagas – Quando eu assinei a ficha, fui muito claro no meu discurso. Disse que estava entrando no partido como um soldado, não estou aqui para discutir questões majoritárias por que estou entrando agora e, com certeza, no futuro vou querer estar na mesa discutindo, mas agora não me cabe discutir quem nós iremos apoiar. Com quem nós vamos coligar, cabe a atual gestão e as pessoas de mais destaques do partido, mas o que eu ouvi é que o nosso partido tem uma tendência a se alinhar com o PDT. Isto é apenas o que eu posso informar, mas não é nada conclusivo e nada que me caiba discutir.

Expressaorondonia – E quanto à especulação de que o governador Confúcio Moura também estaria de mudança para o PSB, para disputar uma vaga ao senado já que o PMDB já seu candidato, que é o senador Valdir Raupp?

Chagas – Será um prazer, uma satisfação e uma grande vitória se tivermos o governador Confúcio Moura se filiando a nossa sigla. É um nome consagrado. Se olharmos a história da política de Rondônia, ele é o melhor currículo que nós temos. Pelo que ele já foi, pelo que ele é e representa. Se vier para o nosso partido será de uma grande valia e nós teremos um militante da maior grandeza.

Expressaorondonia – Como o senhor avalia o embate político que já começou nas redes sociais e na mídia entre o senador Cassol e o senador Acir Gurgacz?

Chagas – Se os dois senadores forem candidatos ao governo de Rondônia, teremos dois líderes políticos do nosso estado colocando seus nomes para o eleitor escolher o que melhor poderá governar o nosso estado

Expressaorondonia – Então, o seu partido vai caminhar com o governador Acir para o governo do estado?

Chagas – Eu não tenho a certeza e nem estou afirmando isso. Disse apenas que ouvi falar que a tendência do PSB é formar uma coligação majoritária com o PDT. Mas isso são os dirigentes que vão decidir. Está cedo para que os partidos tenham um compromisso de alianças. O nosso partido, com certeza, vai escolher a melhor aliança e se tivermos candidatura própria temos Daniel Pereira, que é um grande nome para ser governador desse estado. Ele já está dando provas disso no trabalho que está fazendo, abrindo fronteiras e conseguindo fazer a união do Brasil, principalmente de Rondônia, com os países vizinhos e isso está sendo da maior importância. Ele é uma pessoa competente, capaz, experiente, deputado estadual por duas vezes e agora vice-governador com toda as condições de ser o nosso governador. Mas essas decisões serão tomadas daqui a algum tempo e é da alçada da nossa cúpula partidária.

Na abertura da 5º Feira de Indústria e Comércio de Cacoal, Chagas rencontro amigos de longas datas

Expressaorondonia – Se o senhor estivesse hoje no mandato de deputado estadual, representando Porto Velho, qual seria o principal problema que o senhor estaria a combater nesse momento?

Chagas – Arriscaria que um grande problema nosso é a falta de emprego, falta desenvolvimento. Temos de trabalhar para termos mais indústrias e organizar o nosso parque industrial que está aí há 10, 12, 15 anos praticamente abandonado. Como é que se traz uma empresa para cá se não tem onde colocar essa empresa?

“Com relação a Prefeitura, eu acho que o mais emergente que nós temos a fazer é a questão do saneamento básico”

Expressaorondonia – O senhor fala do distrito industrial?

Chagas – Exato. O distrito industrial é umas das coisas mais urgentes para se resolver.

Expressaorondonia – Essa seria sua principal bandeira?

Chagas – Defenderia porque vai beneficiar a população com empregos e o município com o desenvolvimento financeiro e econômico. O município passa a ter mais renda para realizar novas obras, fazer novos investimentos, nova infraestruturas, etc. Mas hoje, com relação a Prefeitura, eu acho que o mais emergente que nós temos a fazer é a questão do saneamento básico. As obras foram iniciadas há mais de 12 anos, com recurso do PAC, e contrapartida das duas usinas. Foram cerca de um bilhão de reais. Esse dinheiro veio para Rondônia e ficou depositado na Caixa Econômica para que se fizesse 100% do esgotamento sanitário de Porto Velho e 100% de agua tratada. Infelizmente, por má gestão, não foi gasto nem 10% desse recurso.

Expressaorondonia – Faltou competência dos gestores?

Chagas – Faltou gestão, faltou melhores técnicos para avaliar, por exemplo, porque parou. A obra começou, o governador fez a solicitação mais logo em seguida a Caixa Econômica que é quem fiscaliza a obra detectou que não existia o projeto executivo. Fizeram licitação do projeto básico em cima. O projeto executivo é outra coisa. O projeto básico é tantos metros de escavação já o executivo tem que dar detalhes de tudo que foi feito e a Caixa Econômica mandou paralisar a obra. Não se faz a coisa com a seriedade que deveria ser tratada. Falta estudos, projetos e mais governança.

Com o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho e o empresário Divino Cardoso

Expressaorondonia – Qual a sua mensagem para o povo de Porto Velho, que o senhor pretende representar na Assembleia a partir de 2019?

Chagas – Minha mensagem é de seriedade e serenidade. Graças a Deus tenho, em Rondônia e, principalmente, na minha querida Porto Velho, onde com muita honra sou cidadão honorário, é que eu desejo fazer um trabalho com seriedade, trazendo desenvolvimento econômico, para criar empregos e procurando, na medida do possível, ajudar as prefeituras a ter melhor organização na sua rede viária, na infraestrutura, enfim, que melhore o dia-a-dia das pessoas. Que as pessoas não saiam de casa pisando na lama, não saia de casa pegando poeira, enfim, é levar o bem-estar, aquilo que eu fiz quando construí os conjuntos. Nós ordenamos aquilo que era possível, que era o sistema de infraestrutura. Mas, agora, a cidade necessita ampliar seu sistema viário, com mais asfaltamento e é para isso que vamos dirigir nossas ações.

Expressaorondonia – Obrigado pela entrevista…

Chagas – Carlinhos, só tenho a agradecer essa oportunidade de me comunicar com seus leitores e dizer que não anseio nada pessoal, minha vontade é servir, pois eu já estou muito bem servido graças a Deus. Pelo meu trabalho, pela minha maneira de ser e pelas amizades que tenho nesse estado. Tenho tido uma receptividade muito boa quando eu informo que sou pré-candidato a deputado estadual. Muitos veem isso como uma possibilidade muito boa de que eu possa contribuir com minha experiência de parlamentar, de constituinte, de secretário de obras, de empresário, de dirigente sindical, enfin uma vida de 40 anos praticamente sempre dedicada ao desenvolvimento, na cultura, na área empresarial e política. Mas sempre buscando com seriedade e honestidade o desenvolvimento do nosso estado. Eu sou pioneiro, pois quando cheguei nesse estado nós éramos território, depois de dois anos passamos a ser estado. Então, me considero com muito orgulho um pioneiro.

Por: Carlos Araújo

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