PORTO VELHO – A ex-deputada estadual Ellen Ruth, que se encontra cumprindo pena desde que foi recapturada, teve seu pedido de prisão domiciliar humanitária negado pelo desembargador Eurico Montenegro Junior, do Tribunal de Justiça de Rondônia. Ela entrou com pedido de  progressão para o regime semi-aberto e concessão de prisão domiciliar humanitária em razão de  seu estado e da sua mãe.

Para o desembargador Eurico Montenegro,  Ellen Ruth não faz jus aos benefícios do artigo  117 da  Lei de Execuções Penais, pois não se encontra em regime aberto,  e mesmo se estivesse neste regime, não se encontra em nenhuma  das condições previstas nos incisos daquele dispositivo (artigo  117 da Lei das Execuções Penais.

Ex-deputada Ellen Ruth

Ao indeferir o pedido de Ellen Ruth, o magistrado levou em consideração o seguinte despacho do Ministério Público de Rondônia:

[…] No que se refere à sua genitora idosa, a requerente não é a única apta a lhe prestar auxílio médico, existindo outros familiares que, inclusive, forneceram os devidos cuidados à referida senhora enquanto Ellen Ruth permaneceu foragida: conforme levantamento de campo realizado pelo setor operacional deste CAEX/GAECO quando da busca pelo paradeiro da demandante, constatou-se que a idosa em questão se encontra sob constante supervisão do filho e nora da demandante – Renan Cantanhede Salles Rosa e Joana Maia de Melo – , ambos médicos e residentes no mesmo condomínio de apartamentos da dita senhora…”

Kaká Mendonça no semi-aberto

Ex-deputado Kaká Mendonça

No mesmo despacho que negou a solicitação de Ellen Ruth, o desembargador Eurico Montenegro Junior deferiu  a progressão do regime prisional fechado para o semi- aberto do ex-deputado estadual  João Ricardo Gerolomo de Mendonça,o Kaká Mendonça,  e também o pedido de autorização para trabalho externo, após 30 dias de cumprimento de pena no regime semi-aberto. Todavaia, indeferiu o pedido  de prisão domiciliar do ex-parlamentar.

O ex-deputado foi condenado em 17 de novembro de 2008 pelo Tribunal de Justiça de Rondônia pelos crimes de concussão e formação de quadrilha. O parlamentar está condenado a oito anos, quatro meses e quinze dias de prisão em regime fechado. Ele foi apanhado na Operação Dominó da Polícia Federal que investigou o desvio de R$ 70 milhões da Assembléia Legislativa de Rondônia.

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